Óxido de zinco e eugenol tipo II

Atendendo a solicitação dos internautas estamos publicando informações sobre o uso do óxido de zinco e eugenol.

Cimento de Óxido de Zinco- Eugenol

Tipo II

Propriedades biológicas que tornam o ZOE tão útil como restauração temporária também o fazem atrativo como cimento permanente. Um fator limitante tem sido porém, as propriedades físicas relativamente baixas, em particular a resistência. A elevação das propriedades de resistência tem sido conseguida pela adição de alumina ou algum outro agente de carga inorgânica ao pó e de EBA ao líquido. Polímeros podem, também, ser adicionados com este propósito. Os resultados finais são os chamados ZOE “melhorados” para cimentação permanente (Tipo II).

Com o fim de classificar um cimento como do Tipo II, sua resistência à compressão deve ser ao menos 31 MPa (4500 libras/pol2). As propriedades de um cimento EBA típico e as de um material ZOE reforçado com polímero podem ser vistas no quadro 29-3. Ambos são inferiores, logicamente, ao cimento de fosfato de zinco em termos de resistência à compressão. Quanto maior em geral, a resistência do cimento, maior é, como foi antes discutido, a retenção da restauração cimentada.

Porém, outras propriedades, tais como a tenacidade e a habilidade do cimento umidecer o dente e escoar nos pequenos desajustes, desempenham sem duvida um papel. Quando a força de tração requerida para promover incrustações oclusais, cimentadas com vários cimentos ZOE Tipo II, comerciais, foi medida (Fig. 29-11), houve diferença considerável na retenção proporcionada pelos vários materiais. A despeito do fato de que os cimentos ZOE tinham resistência  à compressão apreciavelmente menores , foi exigida virtualmente a mesma quantidade de tração, para remover incrustações cimentadas com cimentos ZOE A e B, que foi exigida para deslocar incrustações fixas com cimento de fosfato de zinco. Além disso, embora as resistências  à compressão dos materiais ZOE B, C e D tivessem sido similares, a habilidade retentiva de C e D foi inferior  àquela de B.

Os requisitos mínimos para agente de fixação permanente, em termos de resistência necessária à retenção, não tem sido especificamente definidos, porém tem sido sugerido um valor mínimo de 31 MPa (4500 libras/pol.2). As exigências impostas ao cimento, por si só, variam, porém, sem duvida, com a situação clinica em particular; por exemplo, a forma mecânica da cavidade e tensão imposta à restauração. Provavelmente, em muitas situações a retenção reduzida, como é evidenciado por alguns preparos ZOE, não apresentaria problemas. Em uma restauração de coroa total, por exemplo, retenção adequada é comumente conseguida por mérito da forma cavitária sendo colocadas exigências mínimas sobre o cimento. Em algumas outras restaurações, porém, como nas coroas três quartos, que servem como suporte de ponte fixa, tensão considerável pode ser colocada na interface cimento- dente ou cimento- fundição.

A solubilidade dos cimentos ZOE do Tipo II (Quadro 29-3) situa-se no mesmo intervalo do cimento de fosfato de zinco, quando determinada pelos testes convencionais de curta duração, usando-se análise gravimétrica dos produtos solúveis, não voláteis. Algumas das desvantagens desse teste foram previamente discutidas. A pesquisa sobre solubilidade e desintegração dos cimentos ZOE, em um meio aquoso, indica o mecanismo de degradação como sendo o de hidrólise da matriz de eugenolato de zinco, para formar hidróxido de zinco e eugenol. Tais produtos não seriam detectados nesse procedimento de teste de laboratório. O eugenol é volatilizado durante a evaporação do meio de armazenagem, enquanto o hidróxido de zinco  é relativamente insolúvel e tende a prender-se a superfície do corpo de prova.

Notar-se-á no Quadro 29-3 que a espessura de película de alguns desses cimentos pode exceder, ligeiramente, o requisito de espessura de película.

É lógico que, embora os cimentos  ZOE sejam superiores ao cimento de fosfato de zinco relativamente às características biológicas, em geral são inferiores em termos de algumas propriedades físicas.

Ralph W. Phillips, M.S., D.Sc.

MATERIAIS DENT ÁRIOS DE SKINNER

8ª edição

Agradecimento à acadêmica Kelly Fachim pelo trabalho de pesquisa que possibilitou a postagem deste artigo.

Parabéns Kelly

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