Tese de Doutorado

Avaliação do comportamento físico e químico de quatro tipos de materiais de moldagem quando polimerizados em contato com substâncias auxiliares de afastamento gengival convencional e experimental.

Sérgio Sábio

Tese apresentada à Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de São Paulo, como parte da obtenção do título de Doutor em Odontologia, na área de Dentítica – opção Materiais Dentários.

Bauru

2005


Lista de figuras, tabelas e gráficos

Figura 1M. (A) Pastas base e catalizadora proporcionadas, e (B) sendo misturadas de maneira uniforme para todos os espécimes………………………………………………49

Figura 2M(A) O conjunto placa de vidro, matriz e material de moldagem pronto para ser levado ao, (B) e (C) dispositivo de força uniforme com o peso de 5 quilos mantendo a pressão constante durante a polimerização e (D) uma visão dos corpos de prova antes de se eliminar os excessos………………………………………..50

Figura 3M (A) A temperatura e umidade foram mantidas constante durante o tempo de confecção dos corpos de prova e, (B) durante os testes realizados na máquina de testes Universal Vitrodyne………………………………………………………..51

Figura 4M(A) O Afrin foi dosado para padronizar a quantidade de substância de afastamento gengival e, (B) aplicado no conjunto matriz e placas de vidro por 1 minuto……………………………………………………………………………………………………..52

Figura 5M. A substância experimental de afastamento gengival Vislin foi utilizada para este grupo. ……………………………………………………………………………………….53

Figura 6M(A) 1ml de Hemostop foi dosado e, (B) aplicado sobre a matriz e placas de vidro durante 1 minuto…………………………………………………………………………..54

Figura 7M(A), (B) e (C) Como podemos observar o material que apresentou maior sensibilidade foi o Impregum, impossibilitando a utilização dos espécimes na máquina universal de testes……………………………………………………………………….55

Figura 8M(A) Espécimes sendo confeccionados e, (B) mantidos por um peso de 5 quilos até a completa polimerização…………………………………………………………….56

Figura 9M(A), (B) e (C) O Impregum após a polimerização era separado da matriz e recortado para remover os excessos que poderiam interferir com os testes…..57

Figura 10M(A) Os corpos de prova prontos, (B) serem levados à máquina universal de testes…………………………………………………………………………………….57

Figura 11M(A) Uma pistola fornecida pelo fabricante foi utilizada para aplicar o material misturado, (B) que foi espalhado com uma espátula para preencher as lojas da matriz…………………………………………………………………………………………..62

Figura 12M(A) e (B) O aquasil foi mantido sobre pressão uniforme durante o tempo de polimerização do material recomendado pelo fabricante………………….62

Figura 13M(A) e (B) A distância entre os dispositivos de preensão do espécime foi padronizada para todos os testes realizados………………………………………………..65

Figura 14M. A) Matriz confeccionada para receber o material de moldagem; B) placa de plástico branco com as demarcações utilizadas para a avaliação dos observadores……………………………………………………………………………………………67

Figura 15M: formulário fornecido aos observadores para avaliação da inibição de polimerização…………………………………………………………………………………………..68

Figura 16M. A) Uma gota de cada substância foi aplicada nas perfurações presentes na matriz; B) O material foi aplicado sobre as perfurações da matriz e uma placa de vidro foi colocada sobre esta; C) podemos observar o resíduo no interior dos círculos…………………………………………………………………………………..71

Figura 17M. A) O Xantopren foi o material aplicado sobre a matriz; B) resíduo deixado na placa de plástico branco que foi avaliada pelos observadores…………72

Tabela 1M: lista de materiais utilizados na pesquisa de Resistência à Tração……47

Tabela 2M: lista de materiais utilizados durante a pesquisa de inibição da polimerização……………………………………………………………………………………………66

Tabela 1R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IA, Xantopren Controle….75

Tabela 2R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IB, Xantopren Hemostop..76

Tabela 3R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IC, Xantopren Afrin………..77

Tabela 4R. Valores obtidos para espécimes do Grupo ID, Xantopren Vislin………78

Tabela 5R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIA, Permlastic Controle…79

Tabela 6R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIB, Permlastic Hemostop.80

Tabela 7R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIC, Permlastic Afrin………81

Tabela 8R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IID, Permlastic Vislin……..82

Tabela 9R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIIA, Impregum Controle…83

Tabela 10R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIIB, Impregum Hemostop…………………………………………………………………………………………………84

Tabela 11R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIIC, Impregum Afrin…….85

Tabela 12R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIID, Impregum Vislin…..86

Tabela 13R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVA, Aquasil Controle…..87

Tabela 14R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVB, Aquasil Hemostop..88

Tabela 15R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVC, Aquasil Afrin………..89

Tabela 16R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVD, Aquasil Vislin……….90

Tabela 17R: resultados dos testes realizados para o Xantopren quando somados as avaliações do dois observadores……………………………………………………………101

Tabela 18R: resultados dos testes realizados para o Impregum quando somados as avaliações do dois observadores……………………………………………………………102

Tabela 19R: resultados dos testes realizados para o Aquasil quando somados as avaliações do dois observadores………………………………………………………………..102

Tabela 20R: resultados dos testes realizados para o Permlastic quando somados as avaliações do dois observadores……………………………………………………………103

Gráfico n° 1: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Xantopren……………………………………………………………99

Gráfico n° 2: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Impregum…………………………………………………………..100

Gráfico n° 3: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Permlastic………………………………………………………….100

Gráfico n° 4: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Aquasil………………………………………………………………101

Resumo

O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento físico e químico de quatro tipos de materiais de moldagem quando polimerizados em contato com substâncias de afastamento gengival convencional e experimental Dois trabalhos foram realizados, um para avaliar a resistência à tração e outro para avaliar a influência do contato com substâncias de afastamento gengival experimentais e convencional sobre a inibição de polimerização. No trabalho de resistência à tração os corpos de prova foram obtidos após o preenchimento de uma matriz que havia sido submetido a um tratamento com uma substância química de afastamento gengival. Os corpos de prova assim obtidos foram submetidos ao teste de tração em uma máquina de ensaios universais. No trabalho de inibição da polimerização uma matriz contendo 20 perfurações distribuídas em grupos de cinco perfurações recebeu um dos quatro tipos de materiais de moldagem. Estes grupos receberam tratamentos diferentes e foram avaliados para constatar a presença de material de moldagem que não conseguiu se polimerizar devido ao contato com a substância de afastamento gengival. De acordo com a análise estatística realizada, conclui-se que:

1 – O Permlastic apresentou resultados inferiores de resistência à tração quando manipulados em contato tanto com o Afrin quanto em contato com o Hemostop;

2 – Quanto à inibição química de polimerização nenhuma substância afetou o Permlastic;

s;

3 – O Impregum foi afetado fisicamente nos testes de tração, apresentando resultados inferiores para as três substâncias de afastamento gengival estudadas;

4 – No teste de inibição da polimerização o Impregum foi afetado somente pelo Hemostop;

5 – O Xantopren não foi afetado pelos testes de resistência à tração por nenhuma das substâncias estudadas;

6 – O Aquasil foi afetado durante o teste de tração quando manipulado em contato com o Hemostop;

7 – As duas substâncias experimentais, o Cloridrato de Oximetazolina (Afrin) e o Cloridrato de Tetrahidrozolina (Vislin), não afetaram quimicamente o Aquasil e o Xantopren conforme observado pelos resultados obtido

8 – O Vislin pode ser utilizado como substância de afastamento gengival quando analisado as condições físicas e químicas estudadas no presente estudo.

Abstract

The present work had as objective evaluates the physical and chemical behavior of four types of impression materials when setting in contact with conventional and experimental gingival retraction substances. Two works were accomplished; one to evaluate the tensile strength and other to evaluate the inhibition of polymerization can occur in contact with experimental retraction gingival substances. In the tensile strength study the sample were obtained after the molding of a matrix that had been submitted a treatment with a chemical substance of retraction gingival. The sample obtained like this they were submitted to the traction test in a universal machine. In the work of inhibition of the polymerization a matrix containing 20 perforations distributed in groups of five perforations it received one of the three types of chemical substances. These groups received different treatments and they were appraised to verify the presence of impression material that polymerization was not gotten due to the contact with the chemical substance of retraction gingival. In agreement with the accomplished statistical analysis, it is ended that:          1 – the two experimental substances, Cloridrato of Oximetazolina (Afrin) and Cloridrato of Tetrahidrozolina (Vislin), they don’t affect Aquasil and the Xantopren as chemically observed by the obtained results; 1 – Aquasil was affected during the traction test when manipulated in contact with Hemostop; 2 – Impregum was affected physically in the tensile strength tests in all of the three chemical substances of retraction gengival; 3 – in the tests of inhibition of the polymerization Impregum was only affected by Hemostop; 4 – Permlastic was affected in the tensile strength by Hemostop.

Introdução

O uso de substâncias químicas com o objetivo de conseguir a homeostasia do tecido gengival ulcerado durante o preparo do elemento dentário ou para obter afastamento gengival durante os procedimentos de moldagem, tem sido motivo de estudo de um grande número de autores (1-4,6-20,22,23). Os principais pontos abordados nestes trabalhos são a influência do uso de substâncias químicas sobre o estado sistêmico do paciente, o comportamento dos materiais de moldagem na presença dessas substâncias químicas, a qualidade do afastamento gengival obtido e a reação em longo prazo da gengiva afastada.

Os produtos químicos oferecidos comercialmente são variados e apresentam características diferentes entre si. Os mais comumente encontrados são os produtos a base de epinefrina, sulfato férrico, cloreto de alumínio, sulfato de alumínio, subsulfato férrico, etc…

Com a utilização da técnica de moldagem com reembasamento, a necessidade de afastamento gengival torna-se uma manobra delicada e com grande influência sobre a qualidade final da moldagem. Este procedimento assume papel importante, pois expõe o término cervical localizado subgengivalmente, possibilitando que o material de moldagem copie adequadamente esta região. Normalmente estes procedimentos de afastamento gengival são realizados pela técnica do casquete, no entanto, esta técnica só pode ser aplicada adequadamente quando estamos trabalhando com preparos totais. Em preparos parciais os materiais e técnicas mais utilizados são a silicona de adição e a técnica de reembasamento.

Outra aplicação importante para o uso das substâncias de afastamento gengival ocorre devido aos freqüentes traumatismos provocados nestes tecidos, principalmente durante o preparo protético, ou mesmo durante os procedimentos de moldagem. Este traumatismo provoca sangramento gengival ou abundância de exudato no interior do sulco. A maioria dos materiais de moldagem, apesar do fabricante alegar que apresenta características hidrofílicas, não consegue moldar adequadamente estas regiões úmidas. Dessa forma se faz necessário o uso de substâncias químicas associadas a meios mecânicos, tais como os fios de afastamento gengival, que condicionem o tecido gengival de forma adequada e facilitem a manobra de moldagem.

Os estudos que avaliam estes materiais observaram várias características indesejáveis durante o uso destas substâncias. BUCHANAN; THAYER(29), em 1982, relatam que para o uso de epinefrina o clínico deveria avaliar a história médica do paciente, saúde da cavidade oral e exposição do tecido vascular, pois este medicamento pode ser responsável por efeitos colaterais cardiovasculares tais como, aumento da pressão sistólica e diminuição da pressão diastólica, diminuição da resistência vascular periférica entre outros.

BENSON et al(16), em 1986, relatam que o subsulfato férrico apresenta uma solução com alta acidez o que proporciona corrosão e injuria ao tecido gengival condicionado. Já o sulfato férrico apresenta grande quantidade de resíduos de coagulação ou deposições que interferem na qualidade de reprodução de regiões mais delicadas, como as observadas subgengivalmente. O cloreto de alumínio apesar de não apresentar efeitos cardiovasculares como observados na epinefrina, pode apresentar injurias de longo prazo ao tecido gengival e deve ser umedecido durante a remoção do interior do sulco gengival para evitar que lacere o tecido e retorne o sangramento.

DE CAMARGO; CHEE; DONOVAN(44), em 1993, estudaram a influência de vários medicamentos, tais como, sulfato de alumínio, cloreto de alumínio, epinefrina, e sulfato férrico usados em fios de afastamento gengival que tem sido acusados de causar inibição de polimerização das siliconas de adição. Os autores testaram a influência destas substâncias sobre duas siliconas de adição através da moldagem de uma gaze embebida em alguma destas substâncias e comparadas com uma moldagem de uma luva de látex que foi utilizada como controle, a avaliação foi feita a olho nu e em um microscópio com aumento de 10x. Os resultados demonstraram que as siliconas testadas não sofreram interferência no processo de polimerização das substâncias de afastamento gengival testadas.

O´MAHONY et al.(75), em 2000, observou em estudo in vitro que o subsulfato férrico, o sulfato férrico e o cloreto de alumínio interferem na qualidade de reprodução de detalhes dos silicones de adição, possivelmente devido à presença de súlfur que retarda e inibe a polimerização destes silicones.

Recentemente BOWLES; TARDY; VAHADI(23), em 1991, sugeriram o uso de descongestionantes nasais e colírio, como substâncias de afastamento gengival. Estas aminas simpatomimeticas agem como alfa agonistas e apresentam ação vasoconstritora local com mínimos efeitos sistêmicos. Os resultados obtidos encorajam sua aplicação visto que apresentaram comportamento igual ou superior ao da norperinfrina, sem demonstrar alteração de pressão observada nesta substância. No entanto, a literatura não avalia o comportamento destas novas substâncias de afastamento gengival em relação à integridade física e química dos materiais de moldagem que deverão ser utilizados em conjunto com estes adstringentes.

Diante dos motivos apresentados acima se justifica a avaliação do comportamento físico e químico dos materiais de moldagem em contato com substâncias químicas que sejam capazes de afastar satisfatoriamente o tecido gengival apresentando melhores características de manuseio e ausência de efeitos colaterais tanto no sistema cardiovascular quanto sobre o tecido gengival.

Revisão de Literatura

Data de 1684 a referência mais antiga de que se tem notícia, relatando o uso de um material de moldagem para confecção de uma prótese, quando Gottfried PURMAN apud WARD92 usou cera para reproduzir dentes e maxilares.

Em 1955, BAYLEY14 apontava as vantagens dos materiais “à base de borracha” sobre os demais materiais de moldagem elásticos, afirmando que aqueles possuíam boa estabilidade dimensional, “não havendo necessidade de vazar o gesso em até 30 minutos após a sua confecção como ocorria com os hidrocolóides”.

Em 1960, AYERS et al11 observaram que a precisão estava relacionada com o comportamento dimensional e compatibilidade do material, quando para a confecção do modelo. Os autores fizeram avaliação de 10 materiais (hidrocolóide reversível, alginato, polissulfeto e silicona) de moldagem e de 3 gessos (Vel-Mix, Duroc e Castone) bem como suas habilidades em reproduzir detalhes superficiais. Utilizaram um cilindro padrão de aço com três escalas de sete edentações, variando a largura e a profundidade em micrometros. Os moldes foram vazados 10 minutos após as moldagens e armazenados no máximo 1 hora e no mínimo 15 minutos. O mesmo procedimento foi realizado por 2 laboratórios a fim de evitar possíveis variações de manipulação. Concluíram que as siliconas, os polissulfetos e o hidrocolóide reversível mostraram excelentes resultados, enquanto o os alginatos foram inferiores na habilidade de reprodução de detalhes independente do gesso usado.

No mesmo ano, MILLER et al.70 estudaram algumas das propriedades físicas de materiais de moldagem à base de borracha sintética (10 polissulfetos e 4 siliconas de condensação) observando o tempo de polimerização na temperatura da cavidade oral, o tempo de trabalho e o aumento da temperatura durante a polimerização. Para os autores, tais materiais possuem propriedades físicas favoráveis quando comparados com os hidrocolóides reversíveis. Concluíram que: na maioria das propriedades determinadas, existem variações consideráveis entre as diferentes misturas dos materiais; na temperatura da boca, o tempo de polimerização variou de 4 a 10 minutos; no geral as siliconas de condensação exibem menores deformações permanentes e maior resistência do que os polissulfetos, quando testados após 10 minutos do início da espatulação. Os materiais testados foram compatíveis com os gessos. A maioria dos materiais apresentava depressões na superfície, poucas horas depois, embora o número e a magnitude destas variassem grandemente de um material para outro.

Com a finalidade de verificar as propriedades físicas na precisão dimensional das siliconas e mercaptanas McLEAN69, em 1961, comparou a precisão relativa de reprodução das siliconas em relação ao polissulfeto. Os testes avaliaram a estabilidade dimensional, a vida útil, o tempo de polimerização após armazenagem prolongada em várias temperaturas e a superfície de moldagem. O autor verificou que a estabilidade dimensional era influenciada pela contração de polimerização e pelo coeficiente de expansão térmica, sendo que a silicona é influenciada pela variação de temperatura existente entre o meio ambiente e a boca. Para contornar tal problema recomendava-se que o molde fosse colocado em uma estufa a 37º C. As mercaptanas tiveram o dobro da deformação das siliconas. Concluiu que estes materiais não são satisfatórios, mas as mercaptanas, por apresentarem um tempo de trabalho maior do que as siliconas são mais indicadas para moldagens múltiplas.

Em 1964, CUSTER et al.43 realizou testes que tinham o objetivo de verIficar a estabilidade dimensional das siliconas, comparando-as com dois alginatos e uma mercaptana e concluíram que a recuperação elástica sob compressão em uma moldeira era menor que 1% para as siliconas, 2% para a mercaptana e 4% nos alginatos, salientaram, ainda, que os moldes de silicona devem ter o gesso vazado em no máximo 30 minutos desde a sua remoção da boca.

Em 1965, CANNISTRACI30 descreveu uma técnica de confecção de moldeiras acrílicas que combinava as vantagens da técnica dos anéis de cobre com a dos hidrocolóides reversíveis, a qual consistia em aproveitar uma técnica de construção de coroas acrílicas provisórias já existente. No interior do molde de alginato, dos dentes a serem preparados, depositava-se uma fina camada de resina acrílica com o auxílio de um pincel, formando assim uma pequena casca (casquete) com a forma de um dente; depois de polimerizada, esta casca era removida, preenchida com resina e posicionada sobre o dente, os excessos eram, então, removidos e com a peça ajustada removia-se 1mm da sua porção interna para transformá-la em uma moldeira. Estava pronta para receber um adesivo e em seguida o elastômero. O autor ressaltou a importância do cumprimento da seqüência de todos os passos para o sucesso de uma restauração protética.

Em 1966, CAREY31 empregou uma nova técnica de moldagem, a qual julgou ser mais vantajosa, que emprega uma seringa para injetar o material de moldagem fluido ao redor do dente preparado. O autor sugere que se use uma moldeira parcial com material de consistência densa para uma primeira moldagem, após a polimerização o molde seria removido e para a fim de se evitar a pressão hidráulica produzida na reinserção do molde, cortes em “v” deveriam ser feitos na região cervical do primeiro molde os quais serviriam como meio de escoamento para o segundo material de moldagem (o fluido) em torno de 2 a 3 mm de espessura. Alguns cuidados deveriam ser tomados no emprego dessa técnica, tais como: evitar a movimentação da moldeira até que o material polimerize completamente, remover as áreas retentivas (“alívio”) no primeiro molde, no reembasamento do primeiro molde usar uma camada fina de material fluido e esperar a polimerização por completo do material fluido.

Em 1971, ASGAR10 mostrou as conclusões de um simpósio sobre materiais de moldagem, destacando que todos os elastômeros sofrem contração de polimerização, mas magnitude desta contração depende do método e do dispositivo utilizado para realizar a mensuração. Destaca, ainda, que a precisão dos modelos depende da espessura dos mesmos, ou seja, quanto menor a espessura maior a precisão. Salienta, também, que não obstante aos problemas relacionados com os materiais de moldagem, é importante que os profissionais tenham os cuidados técnicos para a realização das moldagens, de forma que os moldes, possam ser considerados aceitáveis.

A precisão dimensional dos materiais usados na fabricação de peças fixas ou removíveis representa, tanto para o dentista como para o cientista de materiais dentários, um dos maiores desafios. Em 1973, BROWN26 analisou a origem das imprecisões que poderiam resultar do uso de materiais elastoméricos, tais como: efeitos térmicos, absorção de água durante a impressão, efeitos de recuperação elástica, polimerização continuada, perdas de constituintes voláteis, absorção de água durante a estocagem, expansão de presa dos gessos e expansão da superfície de impressão. Foram feitos teste com hidrocóloides (reversível e irreversível) e grupos de elastômeros (siliconas, poliéter e polissulfeto). A comparação realizada entre as diferenças dimensionais dos modelos de gesso vazados em intervalos de uma hora e uma semana, após a impressão de troqueis-padrão de metal, com e sem retenção e os materiais. O autor concluiu que: 1) o polissulfeto e o poliéter eram menos afetados pela força da remoção de áreas retentivas; 2) durante a estocagem, os polissulfetos eram menos susceptíveis à absorção e perda do solvente, já o poliéter necessitava ser conservado em ambiente seco para manter sua precisão; 3) as siliconas e os hidrocóloides não mantêm sua precisão durante longos períodos de estocagem.

Em 1973, COLLARD et al.40 relataram que a precisão dos materiais odontológicos de impressão é essencial. Esses materiais são geralmente empregados para se obter uma reprodução negativa dos tecidos orais e estão sujeitos a forças, quando da sua remoção da boca. Retenções, ângulos e espaços interproximais influenciam na deformação elástica destes materiais e fogem ao controle do dentista. Os autores estudaram o efeito do desenho da moldeira, a espessura do material de moldagem e o grau de retenção sobre a tensão exercida no material, quando da remoção do molde. Os autores concluíram que: para retenções que variam de 0 a 10% com 6 a 9 mm no volume do material de moldagem, as tensões desenvolvidas na mercaptana foi igual tanto para moldeira flexível como para moldeira rígida; para graus de retenção acima de 10%, uma combinação de moldeira flexível e a espessura do material tornou-se, progressivamente, mais importante para a diminuição das tensões durante a remoção do molde, e que deveriam serem melhor analisados o aumento no grau de retenção acima de 10% e as diferenças entre as configurações da moldeira e volume.

Ainda em 1973, COMBE e GRANT41, ao estudaram as propriedades dos materiais de moldagem, afirmaram que estes deveriam apresentar certas propriedades, para o seu emprego na Odontologia moderna. A precisão e a estabilidade dimensional são dois fatores importantes, citados pelos autores, como importantes visto que as restaurações ou aparelhos, fabricados no laboratório dental, não podem ser mais precisos do que a impressão usada na sua produção. Além disso, a vida útil do material, o tempo de polimerização e a aceitação pelo paciente (o material não pode ser tóxico ou irritante, mas sim de sabor e odor agradáveis), também são importantes. Os autores ressaltam, ainda, que as impressões dimensionais são induzidas, ou na manipulação ou por técnica e materiais de baixa qualidade, nos seguintes estágios: 1) na inserção do material dentro da boca, este deve ser capaz de sofrer deformação plástica; 2) durante a polimerização, esta não deve ser acompanhada de alterações dimensionais, todavia, na prática, isto não ocorre, em se tratando de reações envolvendo presa do gesso, são geralmente acompanhadas de expansão; 3) no deslocamento de impressão, durante a remoção da boca, deve haver adequada adesão do material à moldeira; 4) memória elástica deste; 5) antes da moldagem do modelo ou molde, nenhuma alteração dimensional deveria ocorrer entre a remoção do molde da boca e o vazamento; 6) os materiais de impressão deveriam ser compatíveis com os materiais do modelo ou do troquel. Concluíram que a seleção dos materiais deveria ser indicada pelas condições clínicas e pelas preferências individuais.

Em 1974, GOLDBERG53 pesquisou as propriedades visco-elásticas de 9 siliconas, 1 polissulfeto e 1 poliéter, usando o teste de deslocamento, onde a força é medida em relação ao tempo sobre tensão constante. As siliconas, os polissulfetos e os poliéteres, devido as suas qualidades “borrachóides” são usualmente denominados de materiais elásticos. Tais materiais são capazes de reprodução precisa e são clinicamente populares. O autor concluiu que estes materiais demonstraram comportamentos visco-elásticos lineares, durante a deformação, sendo que a deformação permanente nesses materiais resulta tanto na falta de recuperação do componente elástico de deformação quanto do fluxo de viscosidade. O poliéter e uma das marcas de silicona testada se aproximaram mais do comportamento elástico ideal. Esta característica é descrita como uma mudança dimensional mínima, devido às tensões encontradas durante a manipulação, a separação e a estocagem do molde. As siliconas, em geral, exibiram menor deformação elástica do que o polissulfeto.

Em 1975, BELL e FRAUNHOFER15 realizaram uma revisão de literatura sobre os materiais elastoméricos para impressão e fizeram uma série de recomendações a fim de se obter uma máxima precisão dos moldes: 1) é indicado para todos os materiais, um aumento de 50% sobre o tempo de presa recomendado pelos fabricantes; 2) moldeiras padronizadas são preferíveis às de estoque e deveriam ser utilizadas sempre que possível; devendo permitir uma espessura uniforme do material de impressão (2 a 4 mm parece ser ótima); deveriam ser rígidas, não susceptíveis à distorção; 3) o molde deveria ser preenchido com gesso 30 minutos depois de obtido, para que pudesse ocorrer a recuperação elástica do material; para um tempo de espera maior, o poliéter parece ser mais estável por longos períodos, desde que seja guardado em condições sem umidade; 4) parece haver pouca diferença entre as técnicas da dupla mistura e de reembasamento, desde que os meios de extravasamento sejam utilizados nesta última; 5) troqueis obtidos de segundos vazamentos são sempre menos precisos do que os primeiros, independente da técnica de moldagem e deveriam ser utilizados apenas para posicionamento; as margens da coroa deveriam ser sempre ajustadas no primeiro troquel; 6) alta umidade ou contaminação do material com água acelera sua presa; 7) a umidade ambiente afeta o material polimerizado e é um fator importante na precisão dos troqueis, particularmente se o molde for deixado por algum tempo até ser preenchido com gesso; 8) em condições de alta umidade, os materiais de escolha parecem ser aqueles do grupo dos polissulfetos; 9) os moldes de poliéteres nunca deveriam ser mantidos em condições de alta umidade, inclusive em uma caixa fechada junto com um molde de alginato úmido; 10) a manutenção das siliconas em condição de umidade parece prevenir a perda de componentes voláteis, e a contração de polimerização é compensada pela água absorvida; para este material tanto as condições de alta como de baixa umidade causarão perda de precisão.

No ano de 1977, BOTINO21, estudou o comportamento dos tecidos gengivais diante dos procedimentos de afastamento gengival através de métodos químicos, biométricos, histológicos e histoquímicos em seres humanos. O autor utilizou fios de algodão embebidos em epinefrina racêmica ou fio de algodão impregnado com cristais de epinefrina racêmica. O autor observou que o fio embebido é menos lesivo para os tecidos gengivais e o tempo de permanência do fio no sulco situa-se entre 5 e 7 minutos. Biometricamente o autor observou que ocorre um aprofundamento no sulco e não uma retração da margem livre da gengiva; histológica e histoquimicamente constatou que o fio embebido mostrou-se menos lesivo para a gengiva marginal, havendo integridade do epitélio e o conjuntivo mostrou infiltrado inflamatório e aumento da vasoconstrição, no entanto o autor acredita que este infiltrado ocorre principalmente devido a ação mecânica dos fios sobre o afastamento da gengiva.

Ainda em 1977, CRAIG42 procurou interpretar os valores relacionados as propriedades físicas e mecânicas dos materiais de moldagem (polissulfetos, siliconas de adição e condensação e poliéter) quanto a aplicações clínicas e concluiu que: 1) os polissulfetos têm, em geral, um longo tempo de trabalho, uma deformação permanente, um escoamento e uma flexibilidade muito alta e uma baixa alteração dimensional, na polimerização, com propriedades viscosas significantes, além de não serem idealmente elásticas como os outros materiais elastoméricos; 2) as siliconas, polimerizadas por reação de condensação, têm propriedades elásticas superiores, quando comparadas aos polissulfetos, porém apresentam um tempo de trabalho pequeno, uma baixa flexibilidade, e alterações dimensionais significantemente altas, durante a polimerização; 3) as siliconas, polimerizadas por reação de adição, têm uma melhor propriedade elástica e baixas alterações dimensionais na polimerização, do que alguns dos materiais de impressão elastoméricos, contudo, têm um tempo de trabalho moderadamente pequeno, e é razoavelmente difícil de se remover da boca; 4) o poliéter tem um curto tempo de trabalho e uma baixa alteração dimensional de polimerização, mas é difícil de se remover da boca, podendo o tempo de trabalho e a flexibilidade serem aumentados pelo uso do solvente sem sacrificar as qualidades elásticas e as alterações dimensionais.

Ainda em 1979, EAMES et al.48 avaliaram a influência do volume dos materiais de impressão sobre a precisão dos moldes obtidos. Para tal, utilizaram um troquel de aço inoxidável que representava um dente preparado para receber uma coroa total, com 12 graus de inclinação em suas paredes. As moldeiras foram construídas com material plástico em equipamento de moldagem a vácuo, e reservavam espaço de 2, 4 e 6 mm para o material de impressão. Todas as moldagens foram realizadas de acordo com as recomendações do fabricante. O conjunto do molde com o troquel era colocado em água a 37º C para polimerização, estes eram separados em seguida. A medição das distâncias entre linhas impressas no molde (presentes, portanto, no troquel de aço) foram feitas com microscópio de leitura linear e acuidade de 5 µm. Além da leitura imediata, os moldes foram reservados por 24 horas em temperatura ambiente, tempo no qual foi realizada nova leitura. Quinze espécimes (5 para grupo de material) dos seguintes materiais foram testados: 3 polissulfetos, 2 poliéteres e 2 siliconas. Para simular uma condição clínica, 9 espécimes (3 de cada espessura) de 3 materiais selecionados entre aqueles já referidos, foram preenchidos com gesso Vel-Mix. Copings foram encerados diretamente sobre o troquel de aço e fundidos. Em seguida, foram assentados os troqueis e o nível de adaptação entre ambos foi verificado com a medição da fenda presente na região cervical. Os autores observaram que os moldes com 2 mm de espessura de elastômero demonstraram melhor precisão do que aqueles com 4 e 6 mm; afirmaram inclusive que a desadaptação das peças fundidas obtidas a partir dos moldes de 4 e 6 mm não seria aceitável clinicamente.

Em 1980, McCABE e STORER68 estudaram as propriedades dos elastômeros dentro de 4 categorias: 1) características de polimerização, onde os autores analisaram o tempo de trabalho (23º C) e de polimerização (32º C) através de um “reometro”; 2) alterações dimensionais, no qual analisaram o coeficiente de expansão térmica, a contração de polimerização e a perda de peso; 3) propriedades mecânicas, onde fizeram testes de compressão e de resistência ao rasgamento e 4) a habilidade do material em registrar retenções. Os materiais empregados nesse estudo foram as siliconas de condensação e de adição, os poliéteres e os polissulfetos. Os autores concluíram que: nenhum material é ideal para todas as aplicações clínicas, mas uma cuidadosa seleção pode resultar em impressões satisfatórias, para algumas situações; as siliconas possuem boa elasticidade, mas sofrem alterações dimensionais significativas; as siliconas de adição tem melhor estabilidade dimensional, mas são pobres em resistência ao rasgamento; os polissulfetos são resistentes, mas são visco-elásticos; os poliéteres possui as várias propriedades balanceadas, mas são rígidos após a polimerização; as propriedades dos materiais das moldeiras e a espessura do material são partes importantes da impressão.

Em 1980, SHAW; KREJCI; COHEN86, relataram os efeitos sobre o tecido gengival da utilização de fios de afastamento gengival impregnados com cloreto de alumínio. Os autores aplicaram os fios impregnados com cloreto de alumínio em várias concentrações na gengiva de cães Begle e através de cortes histológicos foi possível avaliar os efeitos desta substância. Os autores concluíram que o cloreto de alumínio em baixas concentrações apresenta pequena ação inflamatória, no entanto, quando a mesma substância era aplicada na forma concentrada era possível observar o aparecimento de ulcerações e inflamação mais severa.

Em 1981, AUGSBURGER et al.12 avaliaram a precisão de vários materiais de moldagem (hidrocolóide reversível – Rubberloid, silicona de condensação – Citricon e silicona de adição – President) bem como a sua compatibilidade com o gesso (Vel-Mix) misturado com água de torneira ou com um endurecedor de gesso (Stalite). A precisão do modelo depende de vários fatores adicionais, tais como: o assentamento da moldeira nos tecidos, compatibilidade do material de moldagem com o gesso e a estabilidade dimensional da moldagem. Os autores concluíram que: 1) President foi ligeiramente mais preciso que o Rubberloid, a diferença entre Citricon e President e entre Citricon e Rubberloid não foram estatisticamente significantes; 2) a moldeira com adesivo para hidrcolóide melhora a precisão da moldagem; 3) a discrepância dos modelos, produzidos a partir de todos os materiais testados, foi aumentada quando, dependendo do uso do endurecedor de gesso, na mistura para se confeccionar os modelos.

Em 1981, BORGES FILHO20 avaliou o desajuste cervical de coroas totais de ligas áureas em troquel de aço padrão, que foi previamente moldado com mercaptana e silicona pela técnica do casquete, proporcionando uma espessura de 0,5 mm para os referidos materiais. A alteração dimensional e a fidelidade na reprodução de detalhes dos elastômeros e do gesso tipo IV e os padrões de cera foram confeccionados a partir destes troqueis. Verificou-se um desajuste cervical médio de 35 µm, sem diferença estatisticamente significante entre os dois materiais, provavelmente devido à pequena espessura do material de moldagem, que fez com que as diferenças inerentes aos próprios materiais não se manifestassem, destacando que a técnica de moldagem seria mais importante que o material em si. A contração do material elastomérico em direção às paredes do casquete de resina, foi maior que a expansão do gesso, estabelecendo troqueis maiores e coroas com maior facilidade de adaptação, menor desajuste cervical e menor retenção friccional. Concluiu que o desajuste cervical pode ser considerado clinicamente satisfatório, sendo o resultado mais de uma propriedade indesejada do elastômero (contração) do que propriamente uma boa característica.

Em 1981, BROWN27 avaliou os fatores que influenciar a precisão e a estabilidade dos materiais elastoméricos de impressão, ressaltando que há dois aspectos ligados à estabilidade dimensional que estão relacionados ao operador; o material selecionado e a técnica empregada. Seus estudos concluíram que: 1) os elastômeros são os materiais de impressão mais estáveis e resistentes; 2) todos os elastômeros apresentam contração, quando removidos da boca e colocados em temperatura ambiente; 3) os polissulfetos apresentaram uma maior contração, devido a fatores controláveis e não controláveis, assim, restaurações simples, feitas de modelos de gesso vazados de moldes de polissulfetos, fornecem adequado espaço para a camada de cimento; 4) os poliéteres mostraram maior contração, devido às contrações térmicas, podendo ser compensada pelo armazenamento dos moldes em ambientes úmidos; 5) siliconas do tipo I (de condensação) apresentam uma pequena contração na estocagem, sendo esta propriedade vantajosa quando se emprega material de consistência única ou quando se usa combinação de massa / fluido, contudo; a técnica de dupla impressão com “alívio” apresenta contração excessiva, quando guardada por muito tempo; 6) silicona tipo II (de adição) são surpreendentemente estáveis na armazenagem, permitindo o uso da técnica de dupla mistura com “alívio”, na utilização de alta e baixa densidade.

Um estudo realizado no ano de 1981 por CIESCO, et al.38, comparou 5 materiais de moldagem elastoméricos, dois polissulfetos, duas siliconas e um polieter. Estes materiais foram submetidos a condições clínicas simuladas. Duas técnicas foram avaliadas. Todos os materiais foram avaliados inicialmente com uma moldeira comercial e o adesivo do fabricante. Uma segunda avaliação foi realizada sem utilizar uma moldeira comercial. Ambas as técnicas foram submetidas a uma comparação estatística. Os pesquisadores concluíram que (1) todos os materiais e técnicas que utilizaram moldeira comercial e adesivo do fabricante foram superiores à técnica que não utilizou este tipo de moldeira. O polieter alcançou resultados mais consistentes em todas as condições do que os outros materiais.

Em um trabalho de revisão de literatura FARAH, CLARK e AINPOUR49, em 1981, afirmaram os elastômeros deveriam ser dimensionalmente precisos e estáveis, polimerizar em tempo razoavelmente curto, e possuir um tempo de validade adequado; além disso, deveriam ser de fácil manipulação para alcançar as propriedades ótimas dos elastômeros, que são: misturar os materiais vigorosamente até que se obtenha uma massa homogênea livre de veios; utilizar moldeiras padronizadas, as quais deveriam ser rígidas e permitir espaço livre de 2 mm para o material de impressão (para os poliéteres uma espessura de 4 mm ou mais é preferível); respeitar o tempo de presa recomendado pelo fabricante; depois de remover o molde da boca aguardar 15 minutos para fazer o troquel, para que ocorra a recuperação elástica do material de impressão (que é menos crítica para os poliéteres e para as siliconas de adição); como os troquéis obtidos do segundo vazamento são menos precisos, completar o enceramento e o acabamento da peça sobre o primeiro troquel; armazenar os moldes de poliéter em local seco; poliéteres (quando guardados corretamente) e siliconas de adição suportam melhor o tempo de transporte, porém é melhor que o molde seja preenchido com gesso antes; para moldes da arcada inteira ou de vários dentes preparados, o melhor material é o polissulfeto, nas consistências de pasta leve ou regular, seguido das siliconas de adição e das de condensação, e por último os poliéteres (esta ordem está baseada principalmente na capacidade de escoamento do material e na sua resistência ao rasgamento); o adesivo de um material não deveria ser utilizado com outro elastômero

Também em 1981, LANCY et al 62 fizeram um estudo para determinar a estabilidade dimensional de 4 classes de materiais de impressão,  assim como de diferentes marcas comerciais ( na parte I deste trabalho foram avaliadas apenas siliconas de condensação), utilização de e tipos de moldeiras, sistema massa e pasta usando moldeiras de estoque e a outra com moldeira individual de acrílico, onde a pasta (com 1 ou 2 viscosidades diferentes) era retida por adesivos. O volume de pasta no interior do molde sofreu variação para cada técnica em: 0,5 mm para a primeira e 1,5 para a segunda. Três moldes de cada elastômero foram feitos em temperatura ambiente de 21º C, e preenchidos com gesso para troquel, que era espatulado manualmente por 15 segundos. Estes troquéis iniciais eram removidos do molde aos 15 minutos; os moldes eram sucessivamente preenchidos com gesso nos seguintes intervalos: 30 minutos, 1, 2, 4, 24, 48 e 96 horas. O troquel original era confeccionado de liga de alumínio torneado e simulava um molar preparado para receber uma coroa total; sua superfície oclusal tinha marcas para indicar as faces buço-lingual e mesio-lingual. Os autores concluíram que: 1) embora as siliconas de condesação possam ser usadas para produzir troquéis múltiplos a partir de um único molde, pode-se contar com mudanças dimensionais nos troquéis produzidos a partir de sucessivos vazamentos; 2) sistemas de massa e pasta exibiram comportamento variável entre diferentes marcas; algumas delas produziram uma série de troquéis com diâmetro aumentado acima do período de 4 dias, enquanto outras produziram troquéis nos quais o diâmetro diminui de acordo com os sucessivos vazamentos; 3) moldes de siliconas com pastas obtidos com moldeira individual produziram troquéis que apresentam aumento no diâmetro com o tempo; 4) sistemas de massa e pasta, em geral, apresentam troquéis com maior excentricidade do que aqueles obtidos com moldeiras individuais e pasta fluida, mas houve exceções entre as marcas testadas; 5) parece não haver diferença de comportamento entre as técnicas da dupla mistura e de uma fase para as siliconas de condensação; 6) para obter máxima precisão, os moldes de siliconas de condensação devem ser preenchidos com gesso o mais rapidamente possível.

BUCHANAN; THAYER29, em 1982, relatam que para o uso de epinefrina o clínico deveria avaliar a história médica do paciente, saúde da cavidade oral e exposição do tecido vascular, pois este medicamento pode ser responsável por efeitos colaterais cardiovasculares tais como, aumento da pressão sistólica e diminuição da pressão diastólica, diminuição da resistência vascular periférica entre outros.

Em 1983, CLANCY, SCANDRETT e ETTINGER39 estudaram a estabilidade dimensional de três elastômeros: um poliéter (Polygel), uma silicona de adição (Reprosil) e uma silicona de condensação (Elasticom). Os intevalos de tempo para o vazamento do gesso foram: imediatamente, após 4, 24 e 48 horas e 1, 2, 3 e 4 semanas. Os materiais de moldagem foram manipulados de acordo com as normas dos fabricantes e colocados na moldeira (que se ajustava a um bloco cilíndrico de aço inoxidável), entre 1 e 5 minutos depois do início da mistura. O elastômero ainda fluido era coberto por uma folha de polietileno e uma placa de vidro, e o conjunto era imerso em água à temperatura de 32 ± 2º C, onde permanecia até que se completasse o tempo de polimerização indicado pelo fabricante. Os 75 moldes obtidos foram avaliados com auxílio de um microscópio e de um computador. Os autores afirmaram não haver mudança dimensional significante entre o Reprosil e o Polygel, nos tempos estudados, tendo ambos apresentado pequena variação dimensional até a quarta semana. Concluíram também que o Elasticom apresentou mudança significante em sua dimensão no tempo de 4 horas, e nos tempos subseqüentes. Notaram ainda, que depois de 4 semanas o Reprosil apresentou a melhor reprodução de detalhes de superfície, e que o Elasticom perdeu muitos de seus detalhes já no tempo de 24 horas.

Os materiais de impressão à base de silicona, têm sido amplamente empregados pelos dentistas. Com a introdução das siliconas polimerizadas por adição no mercado, estas tiveram grande aceitação. Em 1983, KEMPLER58 estudou 3 siliconas de condensação e 1 de adição, que foram comparadas por 5 professores clínicos quanto a manipulação e manuseio, aos modelos resultantes e a compatibilidade dos materiais de impressão testados com os gessos para troquel. Foram realizadas impressões de um troquel metálico, com a dosagem, manipulação e manuseio de acordo com as recomendações do fabricante. Foram empregadas moldeiras de estoque perfuradas, juntamente com os adesivos indicados pelos fabricantes. Todas as moldagens foram realizadas através da técnica da dupla impressão, sendo o gesso vazado imediatamente, 3 minutos e 2 horas após a separação do molde do troquel. As leituras foram feitas em micrometros sob um microscópio. Os autores concluíram que o sistema “pasta-pasta” é o preferido, ressaltando que a coloração é diferente dos materiais permitindo uma melhor visualização depois do reembasamento. Relataram, ainda, que para as siliconas de condensação os moldes deveriam ser vazados nos primeiros minutos e que as siliconas de adição podem ser armazenadas para posterior vazamento, pois apresentam maior estabilidade dimensional.

No ano de 1983, PERGOLA; RASKIN77, relataram uma revisão da literatura sobre os vários métodos de afastamento gengival dividindo basicamente em cinco métodos existentes: fios de afastamento livre de substância química, fio com epinefrina, fio com sulfato de alumínio, fio com cloreto de zinco e eletrocirurgia. Os autores alegam que para obter um modelo com precisão suficiente para construir uma coroa bem adaptada é necessário a realização de procedimentos de afastamento gengival que permitam a cópia adequada da região subgengival. Além disso pode ser necessário utilizar substâncias químicas com o objetivo de eliminar sangramentos decorrentes de ulcerações provocadas pela instrumentação dos tecidos na região. Os materiais de moldagem existentes não são capazes de copiar adequadamente regiões de término cervical sem a utilização de um método de afastamento gengival que auxilie nesta tarefa.

Em 1985, ARAÚJO e JÖRGENSEN8 utilizaram um troquel de aço com forma tronco-cônica para determinar a influência do volume e da espessura dos materiais de moldagem no interior do molde, e também do tamanho da retenção cervical sobre a precisão dos troquéis de gesso obtidos. Tal troquel possuía 3 anéis que ajustava a altura na região retentiva (correspondente ao sulco gengival) em 1, 2 e 3 mm. As diferenças de espessura do material de impressão (1, 2, 3 e 4 mm) foram determinadas pelos diferentes diâmetros internos das moldeiras perfuradas. Os elastômeros e o gesso utilizados foram, respectivamente, Permelastic e President (ambos de viscosidade regular) e o gesso tipo IV Duroc. Os materiais foram manipulados de acordo com as instruções dos fabricantes em ambiente com temperatura controlada em 22 ± 2º C. A polimerização dos materiais de moldagem ocorreu em recipiente com água a 37º C, por 15 minutos. O gesso foi vazado 10 minutos após a desmoldagem e aguardava-se 2 horas para a separação do troquel do molde e levava-se imediatamente ao microcópio para que fossem registradas suas medidas e comparadas com às do troquel padrão. Os autores afirmaram que ambos os fatores analisados afetaram a dimensão dos troqueis de gesso; os dados revelaram que o aumento da espessura do elastômero de 1 para 4 mm causou uma distorção maior do que o aumento da altura da região retentiva de 1 para 3 mm.

Ainda no ano de 1985, DONOVAN; GANDARA; NEMETZ47 publicaram revisão da literatura sobre os medicamentos utilizados como agentes de afastamento gengival. Os autores citam que uma grande porcentagem das restaurações realizadas necessita da colocação de agentes químicos de afastamento gengival com o objetivo de possibilitar a reprodução das margens cervicais dos dentes preparados. Diante disto os autores procuram relacionar entre os vários trabalhos publicados os conceitos que são comumente utilizados e geralmente aceitos para afastamento gengival. Os autores citam que algumas substâncias utilizadas apresentam efeitos indesejados tais como: cloreto de zinco que pode causar severa destruição tecidual; o cloreto de alumínio em uma solução de 10 a 15% também pode causar severa resposta tecidual e que mesmo concentrações de 5% não deveriam ser mantidas em contato com os tecidos gengivais por mais que 3 minutos; a epinefrina pode desenvolver efeitos colaterais sistêmicos, entre eles ansiedade, taquicardia, dor de cabeça, tremor, palpitação, entre outros; Os autores concluíram que os agentes adstringentes deveriam ser preferidos, pois apresenta menor possibilidade de efeitos sistêmicos quando comparados com a epinefrina.

Em 1986, ARAÚJO e JÖRGENSEN9 investigaram o efeito do reaquecimento de moldes uma silicona de adição (President – regular) sobre a dimensão de troqueis de gesso confeccionados com o gesso tipo IV Duroc. O troquel padrão era feito de aço com forma de um tronco de cone e possuía uma região retentiva cervical de 1mm de altura e 0,5 mm de profundidade. Os moldes foram obtidos com moldeiras metálicas perfuradas cilíndricas reservando um espaço de 1 ou 4 mm para o elastômero. O material de impressão foi manipulado de acordo com as recomendações do fabricante em ambiente de 22 ± 2º C, e o conjunto era transferido para água a 37º C por 15 minutos. Os moldes foram divididos em 2 grupos: em um deles os moldes foram preenchidos com gesso após esfriarem por 10 minutos em temperatura ambiente, e no outro foi realizado um reaquecimento a 37º C por 30 minutos depois de resfriado por 10 minutos, para então verter o gesso. Para os moldes reaquecidos, a água, o gesso e o equipamento de manipulação foram também pré-aquecidos à mesma temperatura. Concluíram que houve maior distorção com o aumento da espessura do elastômero, e que troqueis podem ser fabricados com mínima distorção empregando-se gessos com apropriada expansão de presa e reaquecendo os moldes de siliconas de adição.

BENSON et. Al.16 em 1986, relatam um estudo sobre os métodos de deslocamento gengival utilizados na prótese fixa. Os autores classificam os métodos em método mecânico, mecânico-químico, curetagem com instrumento rotatório e método eletrocirúrgico. A epinefrina pode causar taquicardia, aceleração da respiração, aumento da pressão sanguínea, agitação e depressão pós operatória, segundo os autores. Ainda relatam que o subsulfato férrico apresenta uma solução com alta acidez o que proporciona corrosão e injuria ao tecido gengival condicionado. Já o sulfato férrico apresenta grande quantidade de resíduos de coagulação ou deposições que interferem na qualidade de reprodução de regiões mais delicadas, como as observadas subgengivalmente. O cloreto de alumínio apesar de não apresentar efeitos cardiovasculares como observados na epinefrina, pode apresentar injurias de longo prazo ao tecido gengival e deve ser umedecido durante a remoção do interior do sulco gengival para evitar que lacere o tecido e retorne o sangramento.

No ano de 1986, SHAW; KREJCI86, estudaram a preferência entre 2.500 clínicos americanos quanto ao tipo de afastamento gengival mais utilizado durante os procedimentos de moldagem e observaram que o afastamento gengival com substâncias químicas e meios mecânicos são os métodos preferidos por 88% dos dentistas pesquisados, entre estes clínicos 55% utilizam a epinefrina e fios de afastamento gengival. Os autores concluíram que a incidência de efeitos colaterais entre os clínicos que utilizam estes métodos é muito baixa.

Em 1987, RODE, DUTRA e MATSON84 realizaram um trabalho de revisão de literatura sobre o controle clínico das alterações dimensionais dos elastômeros. Os autores relataram que um dos grandes problemas da clínica diária é a moldagem fiel, inclusive das áreas retentivas. Concluíram que os elastômeros são materiais de moldagem elásticos, de muito boa fidelidade, tempo de trabalho bastante razoável, permitem eletrodeposição e custo bastante razoável. Para as siliconas de condensação, os modelos devem ser obtidos o mais rápido para evitar a contração de polimerização, já as siliconas de adição são dimensionalmente mais estáveis e os poliéteres são indicados para moldagens de pequenas áreas. Além do material de moldagem, a escolha da moldeira é outro fator importante na obtenção de modelos mais fiéis, afirmaram que apesar das moldeiras de estoque terem bom resultado clínico, as moldeiras individuais são consideradas superiores. Quanto à manipulação do material, esta deverá seguir as recomendações do fabricante. Concluíram, ainda que o uso de seringa para a introdução do material nos locais mais profundos do preparo, evita a presença de bolhas de ar no interior do material e que o modelo de gesso deve ser obtido 10 a 20 minutos após a obtenção do molde, porém não devendo ultrapassar 30 minutos.

Em 1988, BOMBERG et al.19 estudaram o efeito de alguns fatores envolvidos na retenção do elastômero no interior da moldeira. Realizaram uma série de 60 impressões sobre um modelo montado com dentes extraídos fixados em uma base de gesso; um dos dentes foi preparado para receber uma coroa total fundida, encerada diretamente sobre ele. Quatro tipos de moldeiras (de acrílico ou de estoque, perfuradas ou não), combinadas com duas técnicas de moldagem, utilizando ou não os adesivos adequados, foram avaliados a partir de moldes de um único elastômero (Exaflex – regular).  Avaliou-se a precisão de assentamento da fundição sobre os troqueis de gesso obtidos. Os autores concluíram que: a associação do adesivo com moldeira perfurada conduziu aos melhores resultados, independente do fato de serem de estoque ou individuais, ou da técnica de moldagem.

PURTON81, em 1988, relatou em artigo publicado no New Zeland Dental Journal uma revisão sobre materiais de moldagem e agentes de afastamento gengival utilizados na confecção de coroas e pontes para restaurações indiretas. O autor faz uma descrição das principais propriedades dos polisulfetos, polieteres, silicones de condensação e silicone de adição, descreve também os principais meios e suas características de agentes de afastamento gengival. O autor concluiu que a produção de moldes de excelente qualidade, para a confecção de coroas e pontes, envolve o completo conhecimento dos materiais de moldagem, os agentes de afastamento gengival e as técnicas mais apropriadas.

No mesmo ano, RUNYAN; REDDY Jr.; SHIMODA85, estudaram a absorção dos fios de afastamento gengival após serem embebidos em uma solução de cloreto de alumínio. Os autores selecionaram sete tipos diferentes de fios de afastamento gengival. Os fios foram cortados e pesados antes e após serem embebidos em solução de cloreto de alumínio durante cinco minutos. A seguir os fios foram embebidos em plasma humano e novamente pesados; as diferenças entre os pesos foram utilizadas para calcular a quantidade de plasma absorvido. Diante dos resultados os autores concluíram que fios embebidos em solução de cloreto de alumínio não são capazes de absorver os fluídos do sulco gengival.

Em 1989, ARAÚJO7 verificou a influência do reaquecimento das moldagens, de uma silicona de adição (Provil) e uma mercaptana (Unilastic), sobre as fundições em ligas de níquel-crômio. Realizou-se 20 moldagens para cada um dos materiais, empregando um dispositivo especialmente construído. Os moldes foram vazados com gesso Vel-Mix, sendo que para 10 moldes de cada material, aguardava-se que os mesmos atingissem a temperatura ambiente, antes do vazamento; os outros 10 moldes foram vazados à temperatura em que ocorreu a polimerização, ou seja, 37º C. Os troquéis foram medidos, através de uma coroa fresada de dimensões conhecidas, após o que, foram esculpidos em cera, sobre os troqueis 40 casquetes, que por sua vez foram fundidos, seguindo as técnicas atuais de fundições, para metalo-cerâmica. As fundições foram medidas sobre os troqueis de gesso e, em seguida, sobre o troquel metálico original, que serviram de padrão para as moldagens. Concluiu-se que: as siliconas mostraram resultados superiores aos das mercaptanas; o reaquecimento mostrou-se efetivo (no sentido de aumentar a precisão das moldagens), para ambos os materiais; o processo de fundição não revelou diferenças significantes, entre nenhuma das condições, o que demonstra, que a variabilidade é maior que a melhoria que se obtém na precisão das moldagens, usando-se materiais mais precisos e a técnica do reaquecimento.

A interação das luvas e lençóis de borracha sobre a polimerização das siliconas de adição foi o motivo de estudo de KAHN; DONOVAN; CHEE56, no ano de 1989. Os autores utilizaram 25 tipos de luvas de látex, 2 tipos de luvas de vinil e 8 tipos de lençóis de borracha. 96% das luvas estudadas demonstraram inibição de polimerização, nenhuma das luvas de vinil demonstrou efeito sobre o material.

Em 1990, ARAÚJO, JÖRGENSEN e ARAÚJO7 estudaram o efeito do reaquecimento e da retenção do preparo, usando a silicona de adição, President e o gesso tipo IV, Duroc; realizando moldagens de um modelo confeccionado em aço inoxidável com o formato de um dente preparado para receber uma coroa total. Dois tamanhos de moldeira foram utilizados, uma deixando um espaço na região gengival do preparo de 1 mm para o material de moldagem e a outra deixando 4 mm. As moldagens foram realizadas à 37º C, em água. Os troqueis de gesso foram obtidos após os moldes resfriar a 22º C por 10 minutos ou após resfriar na mesma temperatura e tempo, reaquecê-los a 37º C por 30 minutos. Concluíram que o reaquecimento dos moldes melhora a precisão dos moldes e que as retenções têm uma influência definida, mas pequena sobre a precisão dos moldes de silicona.

LEWINSTEIN; CRAIG63, no ano de 1990, introduziram um método diferente de medir a precisão dos materiais de moldagem, usando uma agulha de medir altura vertical e as mudanças verticais e horizontais dos materiais estudados. Os autores estudaram quatro materiais de moldagem e compararam as diferenças entre as siliconas de adição e condensação e uma combinação de alginato e material de moldagem fotopolimerizável. Os autores concluíram que deveria ser usadas moldeiras de metal na técnica de moldagem com reembasamento.

NEMETZ; SEIBLY72, em 1990, relataram os requisitos dos agentes de afastamento gengival que segundo os autores deveriam ser levados em consideração, entre eles os autores citam que os tecidos que recobrem as margens cervicais dos dentes preparados deveriam ser afastados horizontalmente para que suficiente volume de material de moldagem copie adequadamente a região; os tecidos cervicais da margem gengival deveriam ser deslocados verticalmente com o objetivo de expor as margens cervicais; toda a hemorragia deve ser eliminada; e todo tecido mole e duro deve ser limpo e seco. Os autores também citam exemplos das substâncias mais utilizadas para afastamento gengival, tais como, epinefrina, alum, cloreto de alumínio, cloreto de zinco, sulfato férrico, sulfato de alumínio, ácido tânico e combinação entre as substâncias citadas acima. Os autores acreditam ainda que o afastamento gengival deveria ser feito mesmo antes do desgaste do elemento dentário para evitar o trauma provocado pelas brocas de alta rotação utilizadas.

BOWLES; TARDY; VAHADI23, em 1991, sugeriram o uso de descongestionantes nasais e colírio, como substâncias de afastamento gengival. Estas aminas simpatomimeticas agem como alfa agonistas e apresentam ação vasoconstritora local com mínimos efeitos sistêmicos. Os autores utilizaram cachorros para avaliar o pulso e a pressão sanguínea quando submetidos ao contato no interior do sulco gengival com substâncias tais como: Afrin, Visine, Neosynefrine e Norperinefrina. Foi avaliada também a quantidade de afastamento produzido por estas substâncias. Segundo os autores os resultados obtidos encorajam sua aplicação visto que apresentaram comportamento igual ou superior ao da norperinfrina, sem demonstrar alteração de pressão observada nesta substância.

Ainda em 1991, CHONG; DOCKING37, investigaram a presença de bolhas em moldes obtidos a partir de 5 siliconas de adição de manipulação automática. Para tal, moldaram um cilindro de aço inoxidável, com a técnica massa / fluido usando um espassador acrílico, que permitia uma espessura de material de 3 mm. O número de bolhas foram contados, em um lado pré-determinado, em 3 dias diferentes, com auxílio de um microscópio com aumento de 7x. Espécimes de silicona de adição de manipulação manual e de manipulação automática foram comparados. Segundo os autores o Express produziu, significantemente, mais bolhas que os outros materiais testados, sendo que o President Jet teve o menor número de bolhas contadas; materiais de moldagem de manipulação automática, geralmente, produzem moldagens, significantemente, com menor número de bolhas do que os de manipulação manual; a automistura foi efevetiva na redução de defeitos por bolhas nas moldagens elastoméricas.

Em 1991, PRICE et al.80 avaliaram a alteração dimensional absoluta ocorrida em 3 regiões de troqueis de gesso obtidos de 12 combinações diferentes entre 4 elastômeros (Express, Perfoum, Extrude e Impregum F) e gessos tipo IV (Supra Stone, Die Keen e Silky Rock). Moldaram um troquel, confeccionado com liga metálica comum, que simulava um dente molar preparado para receber uma coroa total, o qual possuía pontos de referência (côncavos) nas superfícies circundantes e oclusal, a distância entre eles poderia ser verificada ao microscópio. Foram confeccionadas moldeiras perfuradas de resina acrílica reservando, em seu interior, um espaço de 4 mm para o elastômero. Os materiais foram manipulados de acorda com as instruções do fabricante, a polimerazação ocorrereu a temperatura de 22 ± 1º C por 10 minutos, permanecendo na mesma temperatura por 1 hora até serem preenchidos com o gesso. Concluíram que: 1) todos os troqueis de gesso eram maiores que o troquel metálico, mas o aumento no tamanho foi pequeno; 2) apesar de diferenças significantes terem sido observadas entre algumas combinações de elastômero e gesso, a diferença entre os troqueis esteve sempre no limite de 9 µm; 3) nenhuma das combinações entre elastômero e gesso produziu, consistentemente, o menor ou maior troquel nas 3 direções medidas (altura, largura ou comprimento).

RICE; DYKSTRA; GIER83, em 1991, testaram dois materiais armazenados em containeres quanto a presença de bactérias que possam ser responsáveis por processos infecciosos. Vinte amostras de dois tipos de materiais odontológicos foram coletadas em um container fechado utilizando uma técnica estéril. As amostras foram inoculadas em cultura de agar chocolate e em colônia de tioglicolato como controle. Os autores observaram que o alginato apresentava contaminação em 50% das amostras em cultura com Agar e 65% em cultura de controle. Os fios de afastamento coletados tiveram uma amostra considerado pequena e produziram contaminação em 5% em Agar e 20% na cultura controle.

Ainda em 1991, SOH e CHONG88 investigaram a presença de bolhas em moldes obtidos a partir de 5 siliconas de adição de manipulação automática. Para tal, moldaram um cilindro de aço inoxidável, com a técnica massa / fluido usando um espassador acrílico, que permitia uma espessura de material de 3 mm. O número de bolhas foram contados, em um lado pré-determinado, em 3 dias diferentes, com auxílio de um microscópio com aumento de 7x. Espécimes de silicona de adição de manipulação manual e de manipulação automática foram comparados. Segundo os autores o Express produziu, significantemente, mais bolhas que os outros materiais testados, sendo que o President Jet teve o menor número de bolhas contadas; materiais de moldagem de manipulação automática, geralmente, produzem moldagens, significantemente, com menor número de bolhas do que os de manipulação manual; a automistura foi efevetiva na redução de defeitos por bolhas nas moldagens elastoméricas.

CHEE; DONOVAN35, em 1992, publicaram uma revisão de literatura sobre as propriedades e técnicas das siliconas de adição. Segundo os autores estes materiais tem sido relatados na literatura pelas suas excelentes propriedades como material de moldagem, contudo eles apresentam uma considerável sensibilidade de variáveis de manipulação. Muitos métodos usam o material de alta viscosidade para formar uma “moldeira” e obter um volume de material fluido que proporcione melhores qualidades de reprodução. Na revisão são apontadas ainda às vantagens e desvantagens de cada uma das técnicas mais utilizadas. Os autores discutem também a interação entre a manipulação da silicona de adição com luvas de látex e os efeitos sobre a polimerização. Outro ponto relatado diz respeito ao pouco tempo de trabalho observado para estes materiais.

KELLAM; SMITH; SCHEFFEL57, no ano de 1992, estudou a absorção da epinefrina em fios de afastamento gengival em pacientes. O estudo in vivo observou que a quantidade de epinefrina absorvida no interior do sulco gengival foi substancial com perdas individuais alcançando de 64% a 94%. Observou também que os fios estudados não apresentavam a concentração indicada pelo fabricante e que a concentração era 225µm/inch enquanto o fabricante indicava 500µm/inch.

CAUSTON; BURKE; WILSON32, em 1993, relatam sobre as implicações do contato do ditiocarbamato com silicona de adição no processo de polimerização do material. O ditiocarbamato é usado como um preservativo ou acelerador do processo de vulcanização das luvas de látex. Vinte e cindo tipos de luvas foram testadas para a presença deste aditivo utilizando três métodos: utilizando um reagente iodide/azide; através da análise elementar; e investigando a inibição de polimerização de um vinil polisiloxano (silicona de adição) de alta viscosidade. Os resultados dos testes confirmaram que ditiocarbamato é o componente químico que causa a inibição de polimerização da silicona de adição. Os autores recomendaram o uso de luvas que não apresentem este componente em sua superfície.

A inibição de polimerização das siliconas de adição provocada por substâncias usadas em fios de afastamento gengival foi tema do trabalho de DE CAMARGO; CHEE; DONOVAN44, em 1993, segundo os autores muitos medicamentos, tais como, sulfato de alumínio, cloreto de alumínio, epinefrina, e sulfato férrico usados em fios de afastamento gengival tem sido acusados de causar inibição de polimerização das siliconas de adição. Os autores testaram a influência destas substâncias sobre duas siliconas de adição através da moldagem de uma gaze embebida em alguma destas substâncias e comparadas com uma moldagem de uma luva de látex que foi utilizada como controle, a avaliação foi feita a olho nu e em um microscópio com aumento de 10x. Os resultados demonstraram que as siliconas testadas não sofreram interferência, no processo de polimerização, das substâncias de afastamento gengival testadas.

Em 1993, VASSILAKOS e FERNANDES PINHEIRO 91 investigaram a capacidade de molhamento dos elastômeros, comumente usados, e o gesso usado para confeccionar o modelo, através da contagem do número de bolhas formadas nos modelos de gesso obtidos de um molde “crítico”. Todos os espécimes foram expostos à saliva para simular a condição clínica, onde os materiais adquiriram, espontaneamente, biofilme originário da saliva. Os autores concluíram que a siliconas de condensação e siliconas de adição convencionais exibiram um maior ângulo de contato e um elevado número de bolhas. Afirmaram, ainda, que a nova geração de siliconas de adição hidrofílicas tem alta capacidade de molhamento quando comparadas com as convencionais e melhora a redutibilidade do gesso, comparado com os poliéteres.

Em 1994, BROWNING; BROOME; MURCHISON28, relataram os efeitos da remoção das luvas de látex antes da manipulação de materiais de moldagem à base de silicona de adição. Os autores citam que o súlfur contido nas luvas pode se depositar nos dentes e gengiva influenciando a polimerização do material de moldagem. Os autores concluíram que o método de descontaminação mecânica com escova e pedra pomes é mais eficiente do que lavagem simples independente da substância utilizada para a lavagem.

Em 1996, BOULTON et al.22 investigaram a precisão tanto na posição vertical como horizontal de troqueis de gesso obtidos a partir dos moldes de 3 elastômeros: uma silicona de adição (Exaflex, técnica de dupla mistura e do reembasamento da massa com a pasta fluida), um poliéter (Permadyne) e um polissulfeto (Permelastic), utilizando dois tipos de moldeiras, de estoque e padronizadas; estas últimas confeccionadas em resina acrílica e reservam aproximadamente um espaço de 3,5 mm, em seu interior, para o elastômero. O troquel padrão simulava a forma e a dimensão de molares e pré-molares preparados para receberem uma prótese fixa. As dimensões dos troqueis e entre os troqueis de gesso eram avaliadas em 16 pontos com um projetor de perfil. Concluíram que: impressões feitas com moldeiras padronizadas e com elastômeros, exceto os polissulfetos, irão minimizar as alterações dimensionais dos troqueis de gesso; a utilização de moldeiras de estoque produzirá resultados não confiáveis em relação à distância entre os pilares; clinicamente, as moldeiras de estoque revelaram-se aceitáveis para restaurações unitárias, desde que os polissulfetos sejam evitados; e que para trabalhos de prótese fixa, os resultados mais precisos seriam obtidos com a utilização de moldeiras padronizadas para todos os tipos de materiais.

JONES; COOK; MOON61, no ano de 1996, estudaram os efeitos dos agentes de cimentação de provisórias sobre a inibição de polimerização dos materiais de moldagem. Segundo os autores tem sido atribuída aos cimentos provisórios a influência sobre a polimerização das siliconas de adição. Dos cinco agentes de cimentação estudados três continham eugenol em sua composição e dois não tinham. Um total de 60 dentes humanos foram preparados para receber coroas totais e provisórias foram cimentadas com cimentos provisórios. Após duas semanas e meia as provisórias foram removidas e uma moldagem foi realizada. Após avaliação da presença de resíduos as observações foram anotadas e os resultados mostraram que nenhum dos agentes de cimentação tinham qualquer efeito inibitório sobre o material de moldagem utilizado.

MOON, et al.71, em 1996, relataram os efeitos de vários materiais utilizados na construção de núcleos sobre a polimerização de uma silicona de adição de baixa viscosidade (Express). Cinco materiais à base de resina e um tipo de amalgama foram usados na pesquisa. Foram confeccionadas 20 amostras por grupo. Dez amostras foram manipuladas com luvas de látex e dez amostras foram manipuladas com luvas de vinil. As moldagens foram feitas nestas duas condições de todos os materiais para núcleo e as moldagens foram avaliadas visualmente como inibidas ou não inibidas. A avaliação estatística demonstrou diferença estatisticamente significante entre os grupos. Diante disso os autores concluíram que as amostras preparadas com Vitrebond demonstram um efeito inibitório sobre o material de moldagem utilizado.

Em 1998, BOENING, WALTER e SCHUETTE18 investigaram a relação entre a qualidade de impressão e a capacidade hidrofílica de silicona, usando a técnica da dupla-moldagem (pasta / massa). Foram avaliadas 14 siliconas com e sem ativador de superfície. Os ângulos de contato da pasta foram medidos usando água deionizada. Foram obtidas 140 impressões de dentes molares permanentes intactos e molhado, onde se examinou a definição de reprodução dos sulcos e foram classificados em ordem de qualidade. A percentagem da habilidade de reprodução dos sulcos de cada material foi calculada através da profundidade dos sulcos, calculou-se, também, a energia livre de superfície obtendo-se moldes de uma matriz metálica (23 x 23 x 3 mm). Os autores observaram que nem todos os materiais de moldagem declarados com superfície ativada, pelos fabricantes, mostraram propriedades hidrofílicas; não houve correlação entre a habilidade de reprodução dos sulcos e a superfície ativada neste estudo, conseqüentemente, a ativação da superfície não teve relevância clínica. Concluíram, ainda, que independente da ativação da superfície, diferenças estatisticamente significantes, entre a habilidade de reprodução dos sulcos de certos materiais de impressão, indicaram que o efeito hidrofílico visto é sobreposto por outras propriedades do material.

As propriedades mecânicas relevantes do materiais elastoméricos de moldagem foi o assunto relatada por CHAI; TAKAHASHI; LAUTENSCHLAGER34, no ano de 1998. No estudo os autores investigaram o módulo de elasticidade, a resistência de rendimento, tensão junto ao ponto de rendimento e a energia de rasgamento de nove materiais de moldagem elastoméricos. Pelos resultados obtidos os autores concluíram que a dificuldade de remoção dos materiais de moldagem e o aumento do risco de fratura poderia ser associado com a alta rigidez destes materiais. A alta tolerância à tensão das siliconas de adição permite a sua remoção sem distorção mesmo em margens mais delgadas. A alta energia dos polisulfetos indica sua superioridade sobre outros materiais de moldagem quanto a sua capacidade de resistência ao rasgamento.

LIVADITIS64, em 1998, escreveu um artigo comparando a eficiência dos métodos de moldagem para prótese parcial fixa. O autor discute os conceitos relacionados com o tipo de moldeira, o tipo de afastamento e homeostasia gengival, limpeza do sulco, moldagem da região de sulco, configuração, resistência e viscosidade dos materiais de moldagem elastoméricos foram revistos. Vários conceitos foram questionados e alternativas foram propostas. Ainda foram discutidas as forças que impactam os tecidos gengivais e determinam o sucesso da moldagem.

Pensando em publicar dados clínicos atualizados sobre materiais de moldagem à base de silicona de adição, MANDIKOS, M.N.66, em 1998, relatou as múltiplas aplicações destes materiais nos procedimentos restauradores indiretos. Propriedades de manuseio favoráveis, boa aceitação do paciente, e excelentes propriedades físicas têm aumentado a sua popularidade na prática clínica segundo os autores. Nesta revisão as propriedades físicas e químicas são relatadas e dúvidas clínicas recentes da melhora das propriedades hidrofílicas, adesão a moldeira, possibilidade de desinfecção e inibição da polimerização devido ao contato com a luva são discutidas e condensadas neste artigo.

CHABRIER, F.; LLOYD, C.H.; SCRIMGEOUR33, em 1999, O objetivo deste trabalho foi avaliar um teste estático simples projetado para medir o módulo de Young e o módulo de volume de materiais poliméricos (O NOL Test). Oteste utilizado provou ser um método seguro e simples para avaliar estas propriedades. Para combinações o valor do módulo de Young era mais baixo, módulo de volume relativamente semelhante e a relação de Poisson mais alta Este teste cumpriu as exigências para um teste simples de definir as propriedades elásticas de materiais poliméricos.

JOKSTAD65, em 1999, relatou que apesar do grande número de fios de afastamento gengival usados, a eficácia clínica destes fios não foi ainda documentada. Em função disto seu estudo teve a função de determinar se os clínicos são capazes de identificar as diferenças no desempenho clínico de três tipos de fios de afastamento gengival. Para isso o autor utilizou estudantes de odontologia e membros da faculdade para avaliar os tipos de fios de afastamento de acordo com seis critérios de performance clínica. Os fios eram diferentes na consistência e tipo de substância que o fio era embebido (epinefrina ou cloreto de alumínio). Os fios embebidos em epinefrina não foram melhores do que os fios embebidos com cloreto de alumínio. Diante dos resultados os autores concluíram que os clínicos são incapazes de detectar qualquer vantagem clínica em utilizar a epinefrina como substância de afastamento gengival.

Em 1999, ainda, NUNES et al.74 avaliaram a deformação permanente de materiais para moldagem elastoméricos (poliéter, polissulfeto, e siliconas de adição e de condensação) e alginatos. Os espécimes foram obtidos a partir de uma matriz plástica cilíndrica (12,7 de diâmetro por 19,0 mm de altura) e após 15 minutos do início da espatulação foram submetidos ao teste de deformação permanente de acordo com as especificações da ADA, sob carga compressiva de 50 gramas por 30 segundos. Concluíram que os elastômeros não tiveram diferença estatisticamente significante entre eles, ocorreu resultado semelhante entre os alginatos, porém entre os dois materiais os elastômeros sofreram menos deformação que os alginatos.

A precisão dos modelos obtidos pela técnica de reembasamento foi o motivo do trabalho publicado por BREEDING; DIXON24, no ano de 2000. Os autores compararam a precisão de modelos obtidos após moldagem com dois tipos de moldagem por reembasamento e dois tipos de materiais diferentes. Um dente preparado para coroa foi montado num manequim e recebeu dez moldagens de cada uma das seguintes situações: com moldeira plástica, com moldeira de metal, com polieter e com silicona de adição. Os resultados mostraram uma diferença estatisticamente significante entre o tipo de moldeira, mas não houve diferença  entre o tipo de material de moldagem. Os autores concluíram que as moldeiras de metal produziam modelos menores e as moldeiras de plástico produziam modelos maiores do que o manequim utilizado.

Em 1999, WHITTERS, et al.93, relataram uma revisão crítica sobre os materiais odontológicos dos artigos publicados no ano de 1997. Na revisão os autores avaliam que os adesivos aumentam a resistência dos materiais de moldagem e que pode ser utilizado adesivo de fabricantes diferentes com qualidades até superiores em alguns casos. Relatam também as péssimas qualidades das moldagens encontradas nos laboratórios de prótese e que não se observa um protocolo de desinfecção de moldes nestes laboratórios.

GIORDANO II52, em 2000, publicou uma revisão de literatura parte I com ênfase nas propriedades básicas dos materiais de moldagem. O autor relata que os materiais de moldagem deveriam ser fáceis de usar, baratos e ter grande durabilidade. Apesar dos esforços para manter a área de moldagem seca geralmente apresenta alguma umidade remanescente, desse modo o material ideal deveria ser hidrofílico para captar os detalhes delicados adequadamente. Ainda é necessário que o material apresenta alta resistência ao rasgamento para manter estas margens delicadas intactas. Os materiais deveriam também apresentar baixa contração de polimerização, boa recuperação elástica e mínima distorção na estabilidade dimensional.

No ano de 2000, GIORDANO II51, publicou uma revisão de literatura parte II com ênfase nas técnicas de manuseio dos materiais de moldagem. Quanto ao tipo de moldeira o autor recomenda que a moldeira deveria dar sustentação aos materiais elastoméricos pois eles são susceptíveis a deformação principalmente nas regiões onde o suporte para o material fluido é menor. Em relação ao tipo de técnica o autor relata que entre a técnica de aplicação do material de alta densidade e baixa densidade simultaneamente, aplicação destes dois materiais em duas etapas (técnica do reembasamento) com alívio de 2mm sobre o material da primeira etapa e a técnica do reembasamento com alívio através de um filme plástico, o autor observou maior precisão para a técnica de reembasamento com alívio de 2mm. O autor conclui que a eliminação de possíveis erros antes da confecção da prótese previne o aumento do erro e resulta em uma restauração com melhor adaptação e que necessita de mínimos ajustes no final.

KESS; COMBE; SPARKS59, em 2000, estudou a possibilidade de que a exposição das siliconas de adição à saliva, agentes desinfetantes e umectantes poderia alterar o grau de compatibilidade hidrofílica destes materiais. Para isso, comparou os efeitos de seis tipos de tratamento na capacidade hidrofílica de 3 tipos de siliconas de adição. As siliconas Dimension Garant, Hydroflex e Imprint II foram submetidas aos seguintes tratamentos: grupo controle sem tratamento, expostas à saliva, saliva e hipocloreito de sódio, saliva e um desinfetante à base de propanol, saliva, hipoclorito de sódio e umectante e saliva, desinfetante à base de propanol e umectante. A molhabilidade do material de moldagem após os tratamentos foram mensuradas com um aparelho de análise do ângulo de contato Cahn Dinamic. Diante dos resultados obtidos os autores concluíram que os tratamentos afetaram os materiais estudados de diferentes formas mas, após o tratamento desinfetante a molhabilidade do material “hidrofílico” foi melhorada com o uso de umectantes.

No ano 2000, NISSAN, et al.73, publicaram uma discussão de literatura relativa ao efeito da técnica de moldagem na precisão de restaurações indiretas. Este estudo avaliou a precisão de 3 técnicas de moldagem que utilizam o mesmo material(silicona de adição) em um modelo de laboratório. As 3 técnicas de moldagem usadas eram: (1) 1-passo (material leve e pesado usados simultaneamente); (2) 2-passo com 2-mm alívio (moldagem com material denso primeiro como uma impressão preliminar criando 2-mm de espaço. No segundo passo, foi realizada o reembasamento com material fluido); e (3) técnica de 2-passo com uma lâmina de  polietileno usada para criar o espaço para o reembasamento com material fluido). Para cada técnica, foram realizadas 15 impressões de um modelo mestre de aço que continha 3 preparações para coroa total que eram usadas como o controle positivo. Precisão da moldagem foi avaliada medindo 6 dimensões (intraabutment e interabutment) em modelos de gesso pedra obtida de moldagens do modelo mestre. Análise de variância mostrou diferenças estatisticamente significantes entre as 3 técnicas de moldagem para todas as medidas (P <.001). A técnica de moldagem em dois passos com alívio de 2mm demonstrou maior precisão para a confecção dos modelos de gesso.

O’MAHONY; SPENCER; WILLIAMS75, no ano 2000, estudaram os efeitos de três medicamentos na precisão dimensional e reprodução de detalhes superficiais do polivinil siloxane. Os autores observaram em  estudo in vitro que o subsulfato férrico, o sulfato férrico e o cloreto de alumínio interferem na qualidade de reprodução de detalhes dos silicones de adição, possivelmente devido à presença de súlfur que retarda e inibe a polimerização destes silicones.

Em 2000, POLYZOIS, G.L. et. al.79, estudaram as propriedades físicas de um silicone em contato com simulações de secreções da pele. As propriedades estudadas foram resistência à tração, resistência ao rasgamento, dureza, mudança de peso e cor. O método utilizado para os teste de resistência à tração e resistência ao rasgamento foi o utilizado pela ISO 37 e 39. Os espécimes obtidos de acordo com estas normas eram submetidos a teste de tração e rasgamento numa máquina universal de ensaios. Baseado nos resultados os autores concluíram que os espécimes de silicone envelhecidos em contato com simulações de secreção da pele e que simularam 1 ano e meio de desempenho clínico mostrou mudanças mínimas com respeito as propriedades estudadas.

RAGAIN, J.C. et al.82, em 2000, compararam os detalhes de superfície, o ângulo de contato de interface e a dureza de algumas combinações entre materiais elastoméricos e alguns tipos de gesso. Os autores concluíram que embora tenha ocorrido diferenças estatíticamente significantes em cada propriedade, nenhuma combinação de material de moldagem e gesso foi identificada como superior ao outro.

TERAOKA; TAKAHASHI89, no ano de 2000, estudaram as mudanças dimensionais ocorridas durante a pressão de presa do gesso odontológico sobre os moldes de silicona. Dois tipos de moldeira uma aberta e uma fechada foram utilizados como variáveis do experimento. Os autores concluíram que o tipo de moldeira influencia a expansão de presa do gesso. Moldeiras abertas influenciam na uniformidade de expansão do gesso e aumenta as alterações dimensionais nos modelos obtidos quando gessos de alta expansão são utilizados.

As propriedades reológicas das siliconas de adição mais propriamente a capacidade tixotrópica ou de escoamento sob pressão foi o motivo do estudo relatado por MARTINEZ; COMBE; PESUN67,  no ano de 2001. Os autores utilizaram o Dinamic Stress Rheometer para medir a capacidade de escoamento sob pressão de duas siliconas de adição, o Imprint II e o Examix.

SMALL87, em 2001, relatou os fatores importantes para se obter um molde preciso. Os autores lembram que os resultados clínicos dependem da precisão do modelo obtido principalmente na região do término cervical, dessa forma o técnico encontrará condições adequadas para confeccionar uma coroa protética adaptada adequadamente. O afastamento gengival é uma técnica largamente utilizada, este procedimento tem o objetivo de expor os limites cervicais do dente preparado para que um volume adequado de material de moldagem consiga reproduzir a região. A região da gengival marginal deve manter-se seca e livre de sangramento para que o material reproduza fielmente este local.

Em 2002, ALMEIDA et al.3 avaliaram a influência das características morfológicas da parede axial dos preparos e o meio de armazenagem dos moldes, na alteração dimensional de algumas marcas comerciais de siliconas de condensação (Optosil / Xantopren, Oranwash / Zetaplus, Coltex/ Coltofax, Speedex, 3M), avaliando os modelos de gesso. A técnica de moldagem empregada foi a de dupla-moldagem, deixando um espaço uniforme de 2 mm para a pasta e o gesso usado para a confecção dos modelos foi o Vel-Mix. Foram obtidos 10 espécimes para cada condição, sendo que metade desse número foi mantida em meio ambiente por um período de 30 minutos e o restante ficaram imersos em água destilada pelo mesmo período de tempo, também em temperatura ambiente. As medições ocorreram 24 horas após o vazamento do gesso, utilizando projeção diascópica em um projetor de perfil. Os autores concluíram que: a marca comercial de silicona e o meio de armazenagem dos modelos originaram diferenças estatisticamente significantes para a altura e largura dos pilares dos modelos; a característica axial com angulação de 6º e sulco em forma de “v”, originou modelos mais largos com diferenças estatisticamente significantes em relação ao pilar cilíndrico; e não foi entrada diferença significante, quando se analisaram as medidas entre os pilares dos modelos, para qualquer condição experimental testada.

No ano de 2002, BADER; BONITO; SHUGARS13, publicaram uma revisão sistemática dos efeitos cardiovasculares da epinefrina sobre pacientes odontológicos que apresentavam hipertensão. Dois pesquisadores identificaram 373 anestésicos locais e 33 fios de afastamento gengival. Os autores encontraram uma pequena variação da pressão sistólica e diastólica mas não observaram efeitos colaterais adversos. O estudo não encontrou nenhum efeito colateral adverso devido ao uso de fios de afastamento gengival em pacientes hipertensos.

BROSKY, M.E. et. al.25, no ano de 2002, utilizou a digitalização a laser para determinar a combinação ideal de material e técnicas de moldagem para produzir o modelo mais preciso. Para isso os autores utilizaram várias moldagens de uma matriz metálica semelhante à arcada humana e vários tipos de moldeiras comerciais. Os moldes foram vazados com gesso e mensurados.Diante dos resultados os autores concluíram que nem o tipo de moldeira nem o tipo de técnica afetaram a acurácia final os modelos.

No mesmo ano, FRANK; THIELKE; JOHNSON50, avaliaram  a influência do tipo de moldeira, a temperatura da água, a técnica de vazamento e a expansão do gesso na profundidade palatal de modelos obtidos a partir de moldagens com hidrocolóide irreversível. Os autores concluíram que é possível se obter modelos com precisão comparável utilizando moldeiras de estoque e usando diferentes tipos de temperatura da água durante a mistura do material de moldagem.

ALLEN, E.P. et. al.2, em 2003, publicou uma revisão sobre uma seleção de artigos da literatura odontológica. Esta revisão é feita anualmente pelo Comitê de Investigação Científica da Academia Americana de Odontologia Restauradora. No artigo os autores fazem uma seleção das tendências publicadas na literatura mundial. No tópico sobre afastamento gengival, os autores citam trabalhos que concluíram que todos os agentes utilizados atualmente causam o aumento de células inflamatórias nos tecidos gengivais e o agente que causou o pior efeito foi o cloreto de alumínio, dessa forma a manobra de exposição do término cervical do preparo é um ponto crítico dos procedimentos de moldagem. Em outro estudo relatado os autores observaram que somente a epinefrina é capaz de fazer um afastamento gengival satisfatório para as necessidades da moldagem, no entanto, esta substância apresenta efeitos negativos sobre a sensibilidade do paciente.

PEREGRINA et. al.76 relataram em 2003 a inibição de polimerização ocorrida em siliconas de adição quando em contato com substâncias presentes em luvas de látex e surfactantes. Os autores utilizaram dois tipos de luvas (polvilhadas e não polvilhadas), 3 tipos de siliconas de adição (Aquasil, Extrude e Affins), 4 condições de tratamento de superfície (lavado com água e sabão, lavado com água e álcool e superfície não exposta) e duas temperaturas de ambiente (22 e 36°C). Após a luva receber o tipo de tratamento de superfície uma superfície de vidro era exposta ao contato com a luva tratada por um tempo padronizado. A seguir o material de moldagem era dispensado com as seringas fornecidas pelo fabricante para mistura do material sobre a superfície de vidro que esteve em contato com a luva. Decorrido o tempo de polimerização recomendado para cada material os espécimes eram removidos e a placa de vidro era avaliada quanto a presença de resíduos de polimerização. Quando o material foi manipulado em um ambiente com temperatura de 22°C o tempo de polimerização foi aumentado (15 minutos) em relação ao recomendado pelo fabricante. Os resultado obtidos da avaliação foram submetidos ao teste estatístico e os autores concluíram que somente um tipo de material (Extrude) apresentou inibição da polimerização quando o tratamento da luva era feito com álcool, os outros tipos de tratamento e materiais utilizados não apresentaram sinais de inibição.

Os efeitos da umidade de superfície na reprodução de detalhes dos materiais elastoméricos foi o motivo do estudo realizado por JOHNSON; LEPE; CHEE AW54, no ano de 2003. Os autores testam duas técnicas de moldagem para tentar estabelecer qual delas apresenta melhor qualidade de reprodução de detalhes em superfícies secas e úmidas. Oito grupos de moldagem foram avaliados quanto a capacidade de reprodução de detalhes variando a superfície úmida e seca. Os autores encontraram diferenças significantes entre o polieter e a silicona de adição, técnica de dupla moldagem ou moldagem em uma fase e as duas condições de superfície. Os autores concluíram que os materiais com somente um tipo de viscosidade (polieter) reproduzem melhor os detalhes nas duas condições de superfície testadas do que os materiais com dupla viscosidade (silicona de adição).

Em 2004, CHEN, LIANG e CHEN36 avaliaram o efeito de vários materiais de impressão, com diferentes tempos de estocagem e a proporção de carga inorgânica na precisão e estabilidade dos elastômeros. Os materiais de moldagem estudados incluíram 3 alginatos (Algiace Z, CAVEX  e Jeltrate), 5 siliconas comerciais (Aquasil, Exaflex – tipo regular, Express, Coltex fine e Rapid liner) e 2 siliconas experimentais designadas para esse estudo (KE106A e KE106B). Foram feitas impressões de 10 modelos metálicos que simulavam coroas preparadas, seguidas do vazamento do gesso, que ocorreu imediatamente para os alginatos e 30 minutos após para as siliconas; o segundo e o terceiro troquel de gesso foram feitos 1 e 24 horas depois, respectivamente. Os diâmetros da superfície oclusal dos troqueis de gesso e do matálico, foram determinados usando fotografias das superfícies feitas com uma câmera digital Kodac DC 290. As imagens foram medidas usando um sistema de integração digitalizado de fotomicrografia, para calcular alguma discrepância. Por esta razão, cada impressão feita tiveram três marcas ao redor do modelo de gesso. Os autores concluíram que: 1) houve uma significante interação entre os materiais de moldagem e o tempo de estocagem na precisão da impressão; 2) dois tipos de siliconas de adição, Aquasil e Exaflex, tiveram maior precisão e estabilidade; 3) o material experimental KE106A teve menor precisão nos primeiro e segundo vazamentos e o alginato CAVEX teve a menor precisão no terceiro vazamento; 4) a estabilidade do CAVEX e Jeltrate foram às menos coerentes dos 10 materiais e diminuíram significantemente com o tempo de estocagem; 5) quando o material experimental teve uma baixa proporção de carga (KE106A), houve um significante aumento na discrepância dimensional quando comparado com o mesmo material com uma alta proporção de carga (KE106B).

DONOVAN; CHEE45, em 2004, relatam que o dentista contemporâneo tem uma gama enorme de materiais de moldagem disponíveis na prótese fixa, prótese sobre implante, e dentística restauradora. Com a seleção adequada de material de moldagem e técnica de manipulação, podem ser obtidos moldes precisos para fabricação de restaurações indiretas. Este artigo esboça também, as propriedades ideais dos materiais de moldagem e explica a importância de variáveis críticas da técnica. São analisados materiais de moldagem disponíveis para estas variáveis, e são descritas várias técnicas de moldagem especializadas. É dada atenção especial as siliconas de adição porque elas se tornaram o material de moldagem mais amplamente utilizado em odontologia restauradora.

DONOVAN; CHEE, em 2004,46 Afatamento gengival é um procedimento importante com fabricar restaurações indiretas. O afastamento gengival é relativamente simples e efetivo ao lidar com tecidos saudáveis e quando são colocadas margens não muito profundas subgengivalmente. Muitas técnicas provaram ser relativamente previsíveis, seguras e eficazes. Nenhuma evidência científica estabeleceu a superioridade de uma técnica em cima dos outros, assim a escolha de técnica depende da situação clínica apresentada e preferência de operador.

Lu, Nguyen, Powers65, em 2004, relatam que as siliconas de adição foram introduzidas recentemente com o objetivo de reduzir as fendas marginais, distorções nas moldagens e melhorar a qualidade dos modelos de gesso, mas há dados insuficientes sobre as propriedades mecânicas, citadas pelos fabricantes destes materiais. Diante disso os autores se propuseram a comparar as propriedades mecânicas, incluindo a recuperação elástica, tensão de compressão, energia de rasgamento, e resistência à tração de 3 materiais de moldagem hidrófilos. Para isso os autores utilizaram duas marcas de siliconas de adição (Imprint II, 3M ESPE,; Flexitime, Heraeus Kulzer) e uma marca de polieter (Impregum, 3M ESPE). Duas consistências de cada material (leve e pesado) foram investigadas. A recuperação elástica e a tensão de compressão foram testadas de acordo com a ISO 4823; a energia de rasgamento e a resistência à tração (MPa) foram testadas seguindo o método de Webber e Ryge e o método ASTM D412 respectivamente. Foram feitos cinco espécimes para cada grupo para num total de 24 grupos e 120 espécimes. Os resultados foram analisados pelo teste de variância ANOVA, e o teste de Fisher. A análise de correlação foi usada para avaliar as relações entre as propriedades. Em geral, materiais de moldagem de polieter soft lançados recentemente tiveram tensão de compressão mais alta e resistência à tração mais baixa comparadas a materiais de silicone de adição hidrófilos. Siliconas de adição densos tiveram propriedades de rasgamento mais altas e resistência à tração maior que siliconas de menor consistência. A tensão de compressão foi correlacionada com recuperação elástica, energia de rasgamento e resistência à tração. Resistência ao rasgamento e resistência à tração não foram correlacionadas.

BLATZ, et al.17, em 2005, avaliaram a capacidade de uma silicona de adição, lançada recentemente, (Affinis, Coltene/Whaledent) para se obter moldagens finais livres de bolhas nas restaurações indiretas. Os resultados foram comparados a uma silicona de controle (B material). Ambos os materiais foram controlados por clínicos sem experiência ( estudantes universitários e estudantes de pós graduação). Cento e trinta pacientes que foram tratados na Clínica da Universidade de Odontologia do Estado da Louisiana com restaurações indiretas. Grupo A (n = 65) e grupo B (n = 65). Dois examinadores calibrados avaliaram a primeira moldagem  de dentes posteriores preparados a uma ampliação de 10x. Posição de dente, tipo de preparação, linha de término do preparo, e um registro gengival de sangramento. Não houve associações significantes entre material e gengiva que sangra (P = .492). Foram observadas diferenças significantes para a linha de término de preparo entre os materiais (P = .0096). Os autores concluíram que a silicona de adição lançada recentemente proporcionou moldagens significativamente melhores e livres de bolhas e imperfeições do que o material do grupo de controle.

No ano de 2005, KIMOTO, et al.60, estudaram a contaminação indireta com luva de latex e o seu efeito inibitório sobre as siliconas de adição. Os autores procuraram avaliar a transferência de elementos específicos que causam inibição e a possibilidade de remoção de tais contaminantes. Para isso o estudo examinou as superfícies de materiais comumente usados em procedimentos restauradores e que foram contaminados através de contato indireto com a luva de látex. Os efeitos da limpeza seletiva foram estudados. Quatro grupos experimentais (n = 8) foram preparados: (1) luvas de vinil limpas (controle), (2) fio de afastamento gengival não contaminado (controle), (3) luvas de vinil contaminada, e (4) fio de afastamento gengival contaminado. Avaliação microscópica foi realizada para caracterizar a contaminação da superfície. Foram avaliados três protocolos de limpeza: (1) escovando com água, (2) escovando com sabão de limpeza e com água, (3) limpando e esfregando com álcool. O grau de inibição de polimerização foi avaliado subjetivamente. Um teste de chi-quadrado foi usado para análise estatística (alfa = .05). De acordo com os resultados os autores concluíram que nenhum dos 3 procedimentos de limpeza eliminou a inibição de polymerização (P = .33). A remoção destes contaminantes das luvas de vinil e fios de afastamento gengival não foi possível com os 3 protocolos de limpeza testados neste estudo.

Vakay, Kois90, em 2005, os autores acreditam que a qualidade da moldagem final é essencial para restaurações indiretas. O desafio para o clínico é estabelecer um protocolo que assegure uma moldagem precisa e previsível. Diante disso os autores procuraram estabelecer um protocolo que integrasse os passos detalhados do processo de moldagem. Os autores concluíram que a compreensão da biologia do epitélio juncional, os materiais dentais e as interações entre eles e a própria técnicas contribuem para a qualidade do resultado final.

Proposição

O presente trabalho se propõe a avaliar se três substâncias auxiliares de afastamento gengival, duas experimentais (Afrin e Vislin) e uma convencional (Hemostop), alteram as características físicas de resistência à tração de quatro materiais de moldagem (Impregum, Permlastic, Aquasil e Xantopren) quando estes materiais são misturados em contato com estas substâncias; o estudo procura também avaliar se os mesmo materiais apresentam inibição de polimerização quando em contato com as três substâncias de afastamento gengival;

MATERIAIS E MÉTODOS

Teste de Resistência à Tração

Os materiais utilizados nesta pesquisa são descritos na tabela 1M abaixo.

Materiais utilizados Marca comercial Empresa N° do lote validade
Polieter Impregum 3M ESPE 22035 08/2007
Mercaptana Permlastic Kerr 4-1217 02/2006
Silicona de condensação Xantopren Heraeus Kulzer 200334 10/2005
Silicona de adição Aquasil Dentsply Industria e Comércio 011210 12/2005
Cloreto de alumínio Hemostop Dentsply Industria e Comércio 365511 06/2008
Cloridrato de Oximetazolina Afrin Schering-Plough 410 04/2006
Cloridrato de tetrahidrozolina Vislin ALCON Laboratórios do Brasil 20133 04/2007

Tabela 1M: lista de materiais utilizados na pesquisa de Resistência à Tração

Grupo IA: este grupo foi estabelecido como grupo de controle para o material de moldagem Permlastic. Dessa forma o material de moldagem, a mercaptana Permlastic, polimerizou sem contato com substâncias de afastamento gengival. Porções iguais da pasta base e da pasta catalisadora foram depositadas sobre a placa de vidro utilizada para mistura dos materiais. O comprimento das pastas foi padronizado em 2,5 cm. Fig. 1M(A),.esta quantidade foi determinada no piloto onde o objetivo era estabelecer um volume de material que preenchesse as lojas da matriz Fig. 1M(B) correspondente aos corpos de prova sem que fosse deixado grande excesso de material o que poderia interferir com a espessura do corpo de prova. A mistura do material foi realizada, com uma espátula de cimento, em movimentos circulares durante 45 segundos, seguindo as especificações do fabricante para o tempo de mistura. Este procedimento de mistura é estabelecido pelo fabricante do produto e esta de acordo com o item 7.5.2 da norma 4823 da International Organization for Standardization.

Figura 1M. (A) Pastas base e catalizadora proporcionadas, e (B) matriz utilizada para produzir os espécimes

Com a própria espátula o material de moldagem foi aplicado sobre a matriz e a placa de vidro, de forma que preenchesse todas as dez lojas da matriz. Uma segunda placa de vidro foi posicionada sobre a matriz e levada para o dispositivo de aplicação de força uniforme. Um peso de 5 kilos foi colocado sobre o dispositivo e deixado até que o material atingisse o tempo final de remoção estabelecido pelo fabricante de aproximadamente 10 minutos após o início da mistura do Permlastic.Fig. 2M (A), (B) e (C) Decorrido este tempo às placas foram removidas do dispositivo e separadas com uma faca de gesso. Com uma espátula de cimento foi possível separar a matriz da primeira placa de vidro. O molde obtido foi separado da matriz através dos excessos de forma bem delicada para que não houvesse a dilaceração da borracha na região dos corpos de prova. Os excessos de material de cada corpo de prova foram delicadamente recortados de tal forma que se preservasse somente a anatomia estabelecida para os espécimes sem qualquer excesso de material que pudesse interferir nos resultados. Fig. 2M (D)

(A) (B) (C)        (D)

Figura 2M(A)O conjunto placa de vidro, matriz e material de moldagem pronto para ser levado ao, (B) e (C) dispositivo de força uniforme com o peso de 5 quilos mantendo a pressão constante durante a polimerização e (D) uma visão dos corpos de prova antes de se eliminar os excessos.

Os espécimes foram armazenados em um tubo plástico de filme fotográfico. O tempo de armazenagem e as condições de armazenamento utilizadas foram às estabelecidas pela I.S.O. 37:1994. Os espécimes foram armazenados em uma sala com temperatura de 23 ±2ºC e umidade relativa do ar em torno 50 ± 10%, durante um período de 24 horas. Decorrido este tempo os espécimes foram testados na máquina de ensaios universais Vitrodyne. Fig. 3M (A) e (B)

(A)        (B)

Figura 3M (A) A temperatura e umidade foram mantidas constante durante o tempo de confecção dos corpos de prova e, (B) durante os testes realizados na máquina de testes Universal Vitrodyne.

Grupo IB. A moldagem neste grupo foi realizada utilizando a mesma matriz do grupo anterior. Um ml. de Afrin foi depositado em uma proveta com graduação de 1 a 15 ml com o objetivo de padronizar a quantidade de substância de afastamento gengival aplicada sobre a matriz antes que fosse realizada a moldagem. Esta substância foi deixada em repouso entre a matriz e as placas de vidro durante 1 minuto. Fig. 4M (A) e(B) A seguir as placas foram separadas e um leve jato de ar foi aplicado durante 15 segs. sobre as duas placas e a matriz de forma que fossem removidos os excessos de substância de afastamento gengival.

(A)            (B)

Figura 4M(A) O Afrin foi dosado para padronizar a quantidade de substância de afastamento gengival e, (B) aplicado no conjunto matriz e placas de vidro por 1 minuto.

O Permlastic foi dosado e espatulado da mesma forma estabelecida para o grupo anterior, para que houvesse uma padronização dos procedimentos entre os grupos. Com a mesma espátula de cimento aplicamos o material sobre a matriz, preenchendo todas as lojas. A segunda placa de vidro foi posicionada sobre a matriz e o conjunto foi levado ao dispositivo de carga uniforme, e um peso de cinco quilos foi aplicado ao dispositivo. Passados 10 minutos após o início da mistura do Permlastic o molde foi deslocado da matriz e os excessos foram removidos seguindo os mesmos procedimentos utilizados no grupo anterior para padronizar a forma anatômica entre os espécimes dos diversos grupos. Os espécimes foram armazenados em um tubo plástico de filme fotográfico e mantidos em uma sala com ambiente controlado para temperatura e umidade durante 24 horas. Após este período os espécimes foram levados à máquina de ensaios universais Vitrodyne.

Grupo IC: Neste grupo a substância de afastamento utilizada foi o Vislin que foi dosado na mesma proveta e mesma quantidade utilizada no grupo anterior, esta substância foi aplicada sobre a matriz utilizada nos grupos anteriores e sobre as placas de vidro e mantidas em repouso durante 1 minuto. Fig. 5M

Figura 5M. A substância experimental de afastamento gengival Vislin foi utilizada para este grupo.

A seguir as placas e a matriz receberam um jato de ar através da seringa tríplice durante 15 segs.. O material de moldagem Permlastic foi misturado durante 45 segs. e aplicado sobre a matriz até que preenchesse todas as suas lojas e deixasse um pequeno excesso de material para garantir que não houvesse falta de material e nem excesso suficiente para alterar as dimensões estabelecidas para os espécimes. A matriz e as placas de vidro foram então levado ao dispositivo de aplicação de força uniforme, este dispositivo recebeu um peso de cinco quilos durante o tempo de moldagem estabelecido anteriormente para os outros grupos. Decorrido 10 minutos após o início da mistura do material os moldes foram removidos da matriz e armazenados em um tubo plástico na mesma situação estabelecida para o grupo anterior. Após 24 horas os espécimes foram testados na máquina universal de testes.

Grupo ID: A substância de afastamento gengival utilizada neste grupo foi o hemostop e o material de moldagem foi o Permlastic. O Hemostop foi dosado em proveta para conseguirmos uma quantidade de 1 ml. e aplicado sobre a matriz durante 1 minuto. Figura 6M (A) e (B).

AB

Figura 6M(A) 1ml de Hemostop foi dosado e, (B) aplicado sobre a matriz e placas de vidro durante 1 minuto.

Após este tempo as placas de vidro e a matriz foram lavadas e secas durante 20 segs. com uma seringa tríplice. Este procedimento é recomendado pela literatura(16) com a intenção de evitar as alterações decorrentes do contato do material de moldagem com o cloreto de alumínio. Esta substância foi manipulada de forma diferente após tentarmos utilizar o Hemostop seguindo os mesmos procedimentos utilizados para a aplicação do Vislin e do Afrin. No entanto, conforme podemos observar na figura 7M. o material não atingiu a completa polimerização mesmo tendo se passado o dobro do tempo recomendado pelo fabricante.

AB

C

Figura 7M(A), (B) e (C) Como podemos observar o material que apresentou maior sensibilidade foi o Impregum, impossibilitando a utilização dos espécimes na máquina universal de testes.

Quando utilizamos a lavagem com a seringa tríplice foi possível obter moldes que pudessem ser levados à máquina universal de ensaios. Fig. 8M (A) e (B). Decorridos dez minutos do início da espatulação do material este foi removido da matriz e as arestas foram aparadas com tesoura para obtermos espécimes anatomicamente semelhantes aos obtidos para os outros grupos.

(A)                  (B)

Figura 8M(A) Espéciemes sendo confeccionados e, (B) mantidos por um peso de 5 quilos até a completa polimerização.

Para cada um dos grupos foram construídas dez amostras, perfazendo um total de 40 amostras.

Os espécimes foram armazenados durante 24 horas nas mesmas condições estabelecidas para os grupos anteriores. Os espécimes foram testados em uma máquina universal de ensaios do tipo Vitrodyne, até que houvesse a ruptura do corpo de prova.

Grupo IIA: Este grupo foi estabelecido como grupo de controle para o material de moldagem Impregum(Poliéter). Este material não recebeu qualquer tipo de substância de afastamento gengival utilizada no estudo. Dessa forma a matriz e as placas de vidro foram utilizadas sem aplicação de qualquer substância. O Impregum foi dosado em um comprimento de 2,5 cms. tanto para a pasta base quanto para a pasta catalisadora. Com uma espátula de cimento o material foi misturado em movimentos circulares durante 45 segs.. O material foi aplicado sobre a matriz com a mesma espátula utilizada para a espatulação. A segunda placa de vidro foi aplicada sobre a matriz e conjunto foi depositado no dispositivo de aplicação de força uniforme. Sobre o dispositivo foi colocado um peso de cinco quilos. A matriz e os espécimes foram removidos do dispositivo após um tempo de 6 minutos do início da mistura do material. Os espécimes foram aparados com uma tesoura removendo os excessos, de forma que mantivesse a anatomia determinada para todos os corpos de prova que então foram armazenados durante 24 horas em um ambiente controlado para uma temperatura de 23 ±2ºC e umidade por volta de 50 ± 10%. Fig. 9M (A), (B) e (C)

A B

C

Figura 9M(A), (B) e (C) O Impregum após a polimerização era separado da matriz e recortado para remover os excessos que poderiam interferir com os testes.

Os corpos de prova foram testados em uma máquina de testes universais Vitrodyne em uma sala que apresentava as mesmas condições de temperatura e umidade estabelecidas para o armazenamento dos espécimes. Este padrão foi estabelecido seguindo a norma ISO nº4823. Fig.10M (A) e (B)

A B

Figura 10M(A) Os corpos de prova prontos, (B) serem levados à máquina universal de testes.

Grupo IIB. A moldagem neste grupo foi realizada utilizando a mesma matriz do grupo anterior. Um ml. de Afrin foi depositado em uma proveta com graduação de 1 a 15 ml com o objetivo de padronizar a quantidade de substância de afastamento gengival aplicada sobre a matriz antes que fosse realizada a moldagem. Esta substância foi deixada em repouso entre a matriz e as placas de vidro durante 1 minuto. A seguir as placas foram separadas e um leve jato de ar foi aplicado durante 15 segs. sobre as duas placas e a matriz de forma que fossem removidos os excessos de substância de afastamento gengival. O Impregum foi dosado e espatulado da mesma forma estabelecida para o grupo anterior, para que houvesse uma padronização dos procedimentos entre os grupos. Com a mesma espátula de cimento aplicamos o material sobre a matriz, preenchendo todas as lojas. A segunda placa de vidro foi posicionada sobre a matriz e o conjunto foi levado ao dispositivo de carga uniforme, e um peso de cinco quilos foi aplicado ao dispositivo. Passados 6 minutos após o início da mistura do Impregum o molde foi removido da matriz e os excessos foram removidos seguindo os mesmos procedimentos utilizados no grupo anterior para padronizar a forma anatômica entre os espécimes dos diversos grupos. Os espécimes foram armazenados e mantidos em uma sala com ambiente controlado para temperatura e umidade durante 24 horas. Após este período os espécimes foram levados à máquina de ensaios universais Vitrodyne.

Grupo IIC: Neste grupo o material de moldagem utilizado foi o Impregum manipulado em contato com 1 ml. de Vislin, esta substância foi aplicada sobre a matriz utilizada nos grupos anteriores e sobre as placas de vidro e mantidas em repouso durante 1 minuto. A seguir as placas e a matriz receberam um jato de ar através da seringa tríplice durante 15 segs.. O material de moldagem Impregum foi misturado durante 45 segs. e aplicado sobre a matriz até que preenchesse todas as suas lojas e deixasse um pequeno excesso de material para garantir que não houvesse falta de material e nem excesso suficiente para alterar as dimensões estabelecidas para os espécimes. A matriz e as placas de vidro foram então levado ao dispositivo de aplicação de força uniforme, este dispositivo recebeu um peso de cinco quilos durante o tempo de moldagem estabelecido anteriormente para os grupos do mesmo material. Decorrido 6 minutos após o início da mistura do material os moldes foram removidos da matriz e armazenados em um tubo plástico na mesma situação estabelecida para o grupo anterior. Após 24 horas os espécimes foram testados na máquina universal de testes.

Grupo IID: A substância de afastamento gengival utilizada neste grupo foi o Hemostop e o material de moldagem foi o Impregum. O Hemostop foi dosado em proveta para conseguirmos uma quantidade de 1 ml. e aplicado sobre a matriz durante 1 minuto. Após este tempo as placas de vidro e a matriz foram lavadas e secas durante 20 segs. com uma seringa tríplice. Decorridos dez minutos do início da espatulação do material este foi removido da matriz e as arestas foram aparadas com tesoura para obtermos espécimes anatomicamente semelhantes aos obtidos para os outros grupos. Os espécimes foram armazenados durante 24 horas nas mesmas condições estabelecidas para os grupos anteriores. Os espécimes foram testados em uma máquina universal de ensaios do tipo Vitrodyne, até que houvesse a ruptura do corpo de prova.

Grupo IIIA: Este grupo foi estabelecido como grupo de controle para o material de moldagem Xantopren (silicona de condensação). Neste material a matriz e as placas de vidro foram utilizadas sem aplicação de qualquer substância. O Xantopren foi dosado em um comprimento de 2,5 cms. tanto para a pasta base quanto para a pasta catalisadora. Com uma espátula de cimento o material foi misturado em movimentos circulares durante 30 segs.. O material foi aplicado sobre a matriz com a mesma espátula utilizada para a espatulação. A segunda placa de vidro foi aplicada sobre a matriz e conjunto foi depositado no dispositivo de aplicação de força uniforme. Sobre o dispositivo foi colocado um peso de cinco quilos. A matriz e os espécimes foram removidos 4 minutos após a colocação do conjunto no dispositivo. Os espécimes foram aparados com uma tesoura removendo os excessos, de forma que mantivesse a anatomia determinada para todos os corpos de prova e então foram armazenados durante 24 horas em um ambiente controlado para uma temperatura de 23 ±2ºC e umidade por volta de 50 ± 10%. Os corpos de prova foram testados em uma máquina de testes universais Vitrodyne em uma sala que apresentava as mesmas condições de temperatura e umidade estabelecidas para o armazenamento dos espécimes.

Grupo IIIB: A moldagem neste grupo foi realizada utilizando a mesma matriz do grupo anterior. Um ml. de Afrin foi depositado em uma proveta com graduação de 1 a 15 ml com o objetivo de padronizar a quantidade de substância de afastamento gengival. Esta substância foi deixada em repouso entre a matriz e as placas de vidro durante 1 minuto. A seguir as placas foram separadas e um leve jato de ar foi aplicado durante 15 segs. sobre as duas placas e a matriz de forma que fossem removidos os excessos de substância de afastamento gengival. O Xantopren foi dosado e espatulado da mesma forma estabelecida para o grupo anterior. Com a mesma espátula de cimento aplicamos o material sobre a matriz, preenchendo todas as lojas. A segunda placa de vidro foi posicionada sobre a matriz e o conjunto foi levado ao dispositivo de carga uniforme, e um peso de cinco quilos foi aplicado. Passados 4 minutos após a colocação no dispositivo o molde foi removido da matriz e os excessos foram aparados seguindo os mesmos procedimentos utilizados no grupo anterior. Os espécimes foram armazenados e mantidos em uma sala com ambiente controlado para temperatura e umidade durante 24 horas. Após este período os espécimes foram levados à máquina de ensaios universais Vitrodyne.

Grupo IIIC: Neste grupo o material de moldagem utilizado foi o Xantopren VL Plus manipulado em contato com 1 ml. de Vislin, esta substância foi aplicada sobre a matriz utilizada nos grupos anteriores e sobre as placas de vidro e mantidas em repouso durante 1 minuto. A seguir as placas e a matriz receberam um jato de ar através da seringa tríplice durante 15 segs.. O material de moldagem Xantopren foi misturado durante 30 segs. e aplicado sobre a matriz até que preenchesse todas as suas lojas. A matriz e as placas de vidro foram então depositadas no dispositivo de aplicação de força uniforme, este recebeu um peso de cinco quilos durante o tempo de moldagem. Decorrido 4 minutos após a colocação do conjunto no dispositivo os moldes foram removidos da matriz e armazenados em um tubo plástico na mesma situação estabelecida para o grupo anterior. Após 24 horas os espécimes foram testados na máquina universal de testes.

Grupo IIID: A substância de afastamento gengival utilizada neste grupo foi o Hemostop e o material de moldagem foi o Xantopren VL Plus. O Hemostop foi dosado em uma proveta para conseguirmos uma quantidade de 1 ml. e aplicado sobre a matriz durante 1 minuto. Após este tempo as placas de vidro e a matriz foram lavadas e secas durante 20 segs. com uma seringa tríplice. Decorridos 4 minutos após a colocação do conjunto matriz placa de vidro no dispositivo de carga uniforme, o material foi removido da matriz e as arestas foram aparadas com tesoura para obtermos espécimes anatomicamente semelhantes. Os espécimes foram armazenados durante 24 horas nas mesmas condições estabelecidas para os grupos anteriores. Os espécimes foram testados em uma máquina universal de ensaios do tipo Vitrodyne, até que houvesse a ruptura do corpo de prova.

Grupo IVA: Este grupo foi estabelecido como grupo de controle para o material de moldagem Aquasil(silicona de adição). Este material não recebeu qualquer tipo de substância de afastamento gengival utilizada no estudo. Dessa forma a matriz e as placas de vidro foram utilizadas sem aplicação de qualquer substância. O Aquasil foi aplicado sobre a matriz com o dispositivo fornecido pelo fabricante que consiste de uma pistola ao qual é acoplada a seringa contendo a pasta base e catalizadora e uma ponta de mistura do material. Após a aplicação o material foi espalhado sobre as lojas e a segunda placa de vidro foi aplicada sobre a matriz. Fig. 11M (A) e (B).

A B

Figura 11M(A) Uma pistola fornecida pelo fabricante foi utilizada para aplicar o material misturado, (B) que foi espalhado com uma espátula para preencher as lojas da matriz.

O conjunto foi depositado no dispositivo de aplicação de força uniforme. Sobre o dispositivo foi colocado um peso de cinco quilos. 12M (A) e (B).

(A)                (B)

Figura 12M(A) e (B) O aquasil foi mantido sobre pressão uniforme durante o tempo de polimerização do material recomendado pelo fabricante.

A matriz e os espécimes foram removidos do dispositivo após um tempo de 4 minutos a colocação no dispositivo de força uniforme. Os espécimes foram recortados com uma tesoura removendo os excessos, de forma que mantivesse a anatomia determinada para todos os corpos de prova e então foram armazenados durante 24 horas em um ambiente controlado para uma temperatura de 23 ±2ºC e umidade por volta de 50 ± 10%. Os corpos de prova foram testados em uma máquina de testes universais Vitrodyne em uma sala que apresentava as mesmas condições de temperatura e umidade estabelecidas para o armazenamento dos espécimes.

Grupo IVB. A moldagem neste grupo foi realizada utilizando a mesma matriz do grupo anterior. Um ml. de Afrin foi depositado em uma proveta com graduação de 1 a 15 ml com o objetivo de padronizar a quantidade de substância de afastamento gengival aplicada sobre a matriz antes que fosse realizada a moldagem. Esta substância foi deixada em repouso entre a matriz e as placas de vidro durante 1 minuto. A seguir as placas foram separadas e um leve jato de ar foi aplicado durante 15 segs. sobre as duas placas e a matriz de forma que fossem removidos os excessos de substância de afastamento gengival. O Aquasil foi manipulado e aplicado sobre a matriz da mesma forma descrita para o grupo anterior, para que houvesse uma padronização dos procedimentos entre os grupos. Com a espátula de cimento espalhamos o material sobre a matriz, preenchendo todas as lojas. A segunda placa de vidro foi posicionada sobre a matriz e o conjunto foi levado ao dispositivo de carga uniforme. Um peso de cinco quilos foi aplicado ao dispositivo. Passados 4 minutos após a colocação do conjunto no dispositivo de força uniforme o molde foi removido da matriz e os excessos foram recortados seguindo os mesmos procedimentos utilizados no grupo anterior para padronizar a forma anatômica entre os espécimes dos diversos grupos. Os espécimes foram armazenados e mantidos em uma sala com ambiente controlado para temperatura e umidade durante 24 horas. Após este período os espécimes foram levados à máquina de ensaios universais Vitrodyne.

Grupo IVC: Neste grupo o material de moldagem utilizado foi o Impregum manipulado em contato com 1 ml. de Vislin, esta substância foi aplicada sobre a matriz utilizada nos grupos anteriores e sobre as placas de vidro e mantidas em repouso durante 1 minuto. A seguir as placas e a matriz receberam um jato de ar através da seringa tríplice durante 15 segs.. O material de moldagem Aquasil foi misturado com a pistola fornecida pelo fabricante e aplicado sobre a matriz num comprimento que englobou todas as lojas. Com uma espátula de cimento o material foi espalhado para preencher todas as lojas. A matriz e as placas de vidro foram levadas ao dispositivo de aplicação de força uniforme, este dispositivo recebeu um peso de cinco quilos durante 4 minutos. Decorrido este tempo os moldes foram removidos da matriz e armazenados em um tubo plástico na mesma situação estabelecida para o grupo anterior. Após 24 horas os espécimes foram testados na máquina universal de testes.

Grupo IVD: A substância de afastamento gengival utilizada neste grupo foi o Hemostop e o material de moldagem foi o Aquasil. O Hemostop foi dosado em proveta para conseguirmos uma quantidade de 1 ml. e aplicado sobre a matriz durante 1 minuto. Após este tempo as placas de vidro e a matriz foram lavadas e secas durante 20 segs. com uma seringa tríplice. Este procedimento é recomendado pela literatura(16) com a intenção de evitar as alterações decorrentes do contato do material de moldagem com o cloreto de alumínio. Conforme podemos observar na fig. N°7M, o material não atingiu a completa polimerização quando seco com ar por 15 segs.. Quando utilizamos a lavagem com a seringa tríplice foi possível obter moldes que pudessem ser levados à máquina universal de ensaios. Decorridos 4 minutos do início da colocação do conjunto placa de vidro/matriz/material no dispositivo de força uniforme, os espécimes foram removidos e as arestas foram aparadas com tesoura para obtermos espécimes anatomicamente semelhantes aos obtidos para os outros grupos. Os espécimes foram armazenados durante 24 horas nas mesmas condições estabelecidas para os grupos anteriores. Os espécimes foram testados em uma máquina universal de ensaios do tipo Vitrodyne, até que houvesse a ruptura do corpo de prova.

Teste de Tração. Os corpos de prova foram mensurados com um paquímetro digital da marca Mytutoio. Três regiões do espécime foram mensuradas e cada região foi checada três vezes para estabelecer qual a medida mais exata de cada uma. Estas medidas eram feitas tanto para a largura quanto para a espessura da região do espécime que sofreria a ruptura durante os testes. Posteriormente estas medidas foram utilizadas para estabelecer a média tanto da largura quanto da espessura. Cada corpo de prova foi preso, pelas extremidades, a um dispositivo pertencente à máquina de testes universais Vitrodyne conforme observado na foto nº13M (A) e (B).

A B

Figura 13M(A) e (B) A distância entre os dispositivos de preensão do espécime foi padronizada para todos os testes realizados.

A máquina foi calibrada para uma velocidade de 500mm/min. e mantida acionada até que os corpos de prova se rompessem completamente. Os valores foram registrados em Newtons e posteriormente foram convertidos para kilograma/força. Para a determinação dos valores finais que foram submetidos ao teste estatístico foi utilizada a fórmula descrita abaixo.

TS Fm

W.t

Onde TS – resistência de tração em MPa.

Fm – força máxima de ruptura do espécime

W – largura média da área central do espécime

t – espessura média da área central do espécime

Fórmula descrita pela norma n° 37 do ISO.

Teste de Inibição da Polimerização

Os materiais utilizados nesta pesquisa serão os mesmos utilizados na pesquisa anterior e constam da tabela 2M abaixo.

Materiais utilizados Marca comercial Empresa N° do lote Validade
Polieter Impregum 3M ESPE 22035 08/2007
Mercaptana Permlastic Kerr 4-1217 02/2006
Silicona de condensação Xantopren Heraeus Kulzer 200334 10/2005
Silicona de adição Aquasil Dentsply Industria e Comércio 011210 12/2005
Cloreto de alumínio Hemostop Dentsply Industria e Comércio 365511 06/2008
Cloridrato de Oximetazolina Afrin Schering-Plough 410 04/2006
Cloridrato de tetrahidrozolina Vislin ALCON Laboratórios do Brasil 20133 04/2007

Tabela 2M: lista de materiais utilizados durante a pesquisa de inibição da polimerização.

Duas matrizes de aço foram construídas de forma que se adaptassem a uma placa de plástico branco.

Estas matrizes apresentam 20 perfurações com diâmetro de 0,9 cm cada e dispostas em grupos de cinco perfurações nos quatro cantos da matriz conforme podemos observar na Figura 14M. A espessura da matriz no local das perfurações é de 2mm. As placas de plástico branco foram adaptadas à matriz e demarcadas com broca diamantada n°3216 desenhando perfeitamente, na superfície da placa, cada círculo formado pelas perfurações da matriz. Sobre os círculos da placa de plástico branco foram marcados em alfabeto romano I, II, III, IV e V, para identificar cada perfuração. Dessa forma, as perfurações da matriz podem ser identificadas pelos observadores em um gráfico semelhante ao desenho formado pelas perfurações da matriz. Podemos observar o gráfico utilizado para demarcação dos observadores na figura 15M.

A   B

Figura 14M. A) Matriz confeccionada para receber o material de moldagem; B) placa de plástico branco com as demarcações utilizadas para a avaliação dos observadores

–           Tabela de Pesquisa

Marque S quando houver resíduo no círculo correspondente e                           N quando o círculo não apresentar resíduo

__________________

Figura 15M: formulário fornecido aos observadores para avaliação da inibição de polimerização.

Grupo I: O material utilizado neste grupo foi o Permlastic. A matriz foi acomodada sobre a placa de plástico branco tomando o cuidado para que os círculos demarcados na placa se adaptassem perfeitamente aos círculos da matriz. Os cinco primeiros círculos foram mantidos como controle e não receberam qualquer tipo de tratamento. Os cinco círculos seguintes, em direção horária, receberam uma gota de Hemostop cada. Os círculos logo abaixo do grupo de círculos anteriores, sempre em direção horária, receberam uma gota de Afrin, e os últimos cinco círculos, posicionados no canto inferior esquerdo da placa de plástico branco, recebeu uma gota de Vislin cada um. Após cada moldagem a ordem de aplicação da substância de afastamento gengival era modificada para que a freqüência de localização de resíduos não influenciasse o julgamento dos observadores.

O Permlastic foi dispensado em proporções iguais da pasta base e da pasta catalisadora sobre uma placa de papel fornecida pelo fabricante. O material foi misturado por 45 segundos em movimentos circulares com uma espátula n° 31. Com a mesma espátula o material misturado foi aplicado sobre os círculos da matriz até o total preenchimento. Uma placa de vidro foi colocada sobre a matriz. Esta placa foi mantida por 10 minutos, até que o material polimerizasse completamente de acordo com as especificações do fabricante. Decorrido este tempo às placas foram separadas com uma faca de gesso. A matriz quando se mantinha unida à placa de plástico branco que apresentava as marcas e que recebeu o tratamento, era separada com a espátula de cimento interposta entre a matriz e a placa de plástico branco. Após a separação a placa de plástico foi entregue aos observadores acompanhada do gráfico impresso para identificação dos círculos. Os observadores foram orientados para identificar os círculos que apresentavam resíduos de material de moldagem no seu interior. Quando estes círculos apresentavam resíduo, independente da quantidade, deveriam ser marcados com a letra S e quando não apresentavam sinais de resíduo deveriam ser marcados com a letra N.

Um piloto serviu para orientar os observadores sobre a presença de resíduo no local de moldagem, no entanto os observadores não tinham conhecimento prévio do tipo de tratamento que o material de moldagem recebeu.

Foram confeccionadas quatro placas de plástico para este Grupo. Cada placa apresentava 20 perfurações sendo cinco círculos para cada tipo de tratamento ao qual o material foi submetido. Dessa forma ao final das moldagens, foram obtidos 20 espécimes (para cada um dos dois observadores) para cada tipo de tratamento.

Os gráficos demarcando a presença ou não de resíduo de material não polimerizado foram assinados separadamente pelos dois observadores.

Grupo II: O material utilizado neste grupo foi um polieter com a marca comercial Impregum da 3M ESPE. Novamente as matrizes foram adaptadas às suas placas de plástico correspondentes. Os círculos da matriz receberam o mesmo tipo de tratamento descrito no grupo anterior. Figura 16M (A). O polieter foi dispensado na placa de vidro em proporções descritas pelo fabricante e a mistura foi realizada em movimentos circulares durante 45 segundos com uma espátula de cimento n° 31. Decorrido este tempo o material foi aplicado sobre os círculos da matriz até o completo preenchimento e uma placa de vidro foi colocada sobre a matriz. Figura 16M (B) A placa de vidro foi mantida durante o tempo recomendado pelo fabricante para que ocorresse a completa polimerização do material. Decorrido o tempo de cinco minutos as placas foram separadas com uma faca de gesso e uma espátula de cimento quando necessário. As placas de plástico branco foram então submetidas aos observadores para avaliação da presença de resíduo.Figura 16M (C) Os gráficos foram marcados da mesma forma descrita para o grupo anterior e assinados por cada um deles. Foram moldadas Quatro placas contendo vinte perfurações distribuídas em quatro grupos de cinco perfurações de forma que ao final foram obtidos 20 espécimes (para cada um dos dois observadores) para cada tipo de tratamento. Cada grupo de cinco perfurações recebeu um tipo de tratamento. Um grupo não recebeu tratamento e foi utilizado como controle, outro grupo recebeu uma gota de Hemostop aplicada em cada círculo, um outro grupo de cinco círculos recebeu uma gota de Afrin e o último grupo recebeu uma gota de Vislin. A ordem de distribuição do tratamento descrito anteriormente foi modificada a cada moldagem para que não influenciasse os observadores.

A  B

Figura 16M. A) Uma gota de cada substância foi aplicada nas perfurações presentes na matriz; B) O material foi aplicado sobre as perfurações da matriz e uma placa de vidro foi colocada sobre esta; C) podemos observar o resíduo no interior dos círculos.

Grupo III: O Xantopren da Kulzer, uma silicona de condensação foi o material avaliado neste grupo. Novamente as matrizes foram posicionadas sobre as placas de plástico que continham as demarcações correspondentes. Cada círculo da matriz posicionada sobre a placa recebeu um tipo de tratamento, um grupo de controle, um grupo tratado com Hemostop, um grupo tratado com Afrin e um grupo com Vislin. A quantidade de substância aplicada nos círculos e a ordem de aplicação foi realizada da mesma forma descrita para os grupos anteriores. O Xantopren foi dispensado em uma placa de vidro em proporções iguais e espatulados durante 30 segundos seguindo a orientação determinada pelo fabricante. O material foi aplicado sobre cada círculo da matriz até o completo preenchimento e uma placa de vidro foi colocada sobre a matriz. Figura 17M (A). Decorrido o tempo de cinco minutos as placas foram separadas e a placa de observação contendo os círculos demarcados foi submetida aos dois observadores. Figura 17M (B). Quatro placas foram avaliadas pelos observadores de forma que se produziram 20 espécimes para cada tipo de tratamento. Os gráficos com as anotações realizadas pelos observadores foram assinadas e submetidas à análise estatística.

A  B

Figura 17M. A) O Xantopren foi o material aplicado sobre a matriz; B) resíduo deixado na placa de plástico branco que foi avaliada pelos observadores.

Grupo IV: Neste grupo o material utilizado foi uma silicona de adição de marca comercial Aquasil da Dentsply. Novamente as matrizes foram adaptadas às suas placas de plástico branco correspondentes. Os círculos da matriz receberam o mesmo tipo de tratamento descrito nos grupos anteriores. O Aquasil foi dispensado nos círculos da matriz com a pistola de mistura fornecida pelo fabricante até o completo preenchimento de cada um e uma placa de vidro foi colocada sobre a matriz. Após quatro minutos tempo recomendado pelo fabricante as placas foram separadas com uma faca de gesso e uma espátula de cimento quando necessário. As placas de plástico foram então submetidas aos observadores para avaliação da presença de resíduo. Os gráficos foram marcados da mesma forma descrita para os grupos anteriores e assinados por cada um deles. Foram moldadas quatro placas contendo vinte perfurações distribuídas em quatro grupos de cinco perfurações de forma que ao final foram obtidos 20 espécimes (por observador) para cada tipo de tratamento. Os gráficos obtidos foram submetidos ao teste de estatística.

Resultados

Resultados de Resistência à Tração:

Os valores individuais da resistência à tração, para cada uma das quatro condições e quatro tipos de materiais de moldagem estudados, com os valores obtidos para largura e espessura do espécime, força máxima de resistência à tração, área da superfície do espécime e alongamento máximo, são apresentados nas tabelas 1 a 16. Os valores mencionados correspondem à pesquisa de resistência à tração e foram submetidos ao teste estatístico de Variância ANOVA. O software utilizado para a realização da estatística foi o SigmaStat.

Tabela 1R a 16R – Valores individuais para alongamento (Al.), largura (La.), espessura (Es.), área do espécime (Ar.), força máxima de resistência à tração (Fm.) e resistência à tração (RT.) são expressos nas tabelas abaixo.

Xantopren Controle Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 2.38 1.85 1.10 2.03 1.226 (125.01) 61.58
Amostra 2 2.38 2.08 1.18 2.45 1.324 (135.00) 55.10
Amostra 3 4.78 1.99 1.30 2.58 2.059 (209.95) 81.37
Amostra 4 2.38 1.94 1.10 2.13 1.226 (125.01) 58.69
Amostra 5 4.79 1.80 1.05 1.89 1.275 (130.01) 68.78
Amostra 6 2.37 2.27 1.03 2.33 1.128 (115.02) 49.36
Amostra 7 4.75 1.79 1.28 2.30 1.667 (169.98) 73.90
Amostra 8 2.37 1.91 1.19 2.27 1.275 (130.01) 57.27
Amostra 9 2.39 2.18 1.18 2.57 1.324 (135.00) 52.52
Amostra 10 4.80 2.04 1.38 2.81 3.236 (329.97) 117.42

Tabela 1R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IA, Xantopren Controle

Xantopren Hemostop

 

Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.79 1.95 1.43 2.80 3.383 (344,96) 123.20
Amostra 2 2.38 2.02 0.96 1.93 1.030 (105.02) 54,41
Amostra 3 4.79 1.81 1.33 2.42 2.795 (285.00) 117,76
Amostra 4 2.34 2.16 1.07 2.31 1.373 (140,00) 60,60
Amostra 5 2.39 2.04 1.00 2.04 1.128 (11,02) 56.38
Amostra 6 4.79 2.13 1.01 2.15 2.550 (260.02) 120.93
Amostra 7 2.38 2.07 0.98 2.02 1.128 (115.02) 56.94
Amostra 8 2.38 1.81 0.96 1.73 1.030 (105.02) 60.70
Amostra 9 2.38 2.07 1.04 2.15 1.079 (110.02) 51.17
Amostra 10 2.37 2.01 1.06 2.13 1.079 (110.02) 51.65

Tabela 2R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IB, Xantopren Hemostop

Xantopren Afrin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.74 1.89 1.26 2.38 2.599 (265.01) 111.34
Amostra 2 4.79 2.38 0.96 2.28 2.010 (204.95) 89.89
Amostra 3 4.80 1.96 1.30 2.54 1.863 (189.96) 74.78
Amostra 4 2.39 1.88 1.01 1.89 1.079 (110.02) 58.21
Amostra 5 2.38 1.72 0.97 1.66 1.128 (115.02) 69.28
Amostra 6 2.39 2.04 0.96 1.95 1.177 (120.01) 61.54
Amostra 7 2.38 1.79 1.07 1.91 1.079 (110.02) 57.60
Amostra 8 2.38 2.02 0.96 1.93 1.177 (120.01) 62.18
Amostra 9 4.79 2.07 0.97 2.00 2.207 (225.04) 112.52
Amostra 10 2.38 2.02 1.02 2.06 1.177 (120.01) 58.25

Tabela 3R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IC, Xantopren Afrin

Xantopren Vislin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração

 

MPa.

Amostra 1 4.78 1.75 1.07 1.87 2.256 (230.04) 123.01
Amostra 2 2.38 2.13 1.11 2.36 1.324 (135.00) 57.20
Amostra 3 4.80 1.82 1.10 2.00 2.059 (209.95) 104.97
Amostra 4 4.79 1.98 1.14 2.25 3.236 (329.27) 14.08
Amostra 5 4.79 2.16 1.10 2.37 1.569 (159.99) 67.50
Amostra 6 4.78 1.97 1.09 2.14 1.765 (179.97) 84.09
Amostra 7 2.38 1.83 1.06 1.93 1.275 (130.01) 67.36
Amostra 8 4.79 2.03 1.07 2.17 2.991 (304.99) 140.54
Amostra 9 2.38 1.81 1.05 1.90 1.177 (120.01) 63.16
Amostra 10 2.37 1.94 0.98 1.90 1.128 (115.02) 60.53

Tabela 4R. Valores obtidos para espécimes do Grupo ID, Xantopren Vislin

Permlastic Controle Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. À tração
Amostra 1 11.99 1.70 1.08 1.83 1.863 (189.96) 103.80
Amostra 2 14.42 2.03 1.00 2.03 1.863 (189.96) 93.57
Amostra 3 9.57 1.64 0.97 1.59 1.373 (140.00) 88.05
Amostra 4 14.43 1.83 1.08 1.97 2.010 (204.95) 104.03
Amostra 5 9.60 1.68 1.12 1.88 1.520 (154.99) 82.44
Amostra 6 9.60 1.63 1.12 1.82 1.471 (149.99) 82.41
Amostra 7 12.01 1.71 1.05 1.79 1.569 (159.99) 89.37
Amostra 8 14.42 1.71 1.02 1.74 1.667 (169.98) 97.68
Amostra 9 9.60 1.83 0.95 1.73 1.618 (164.98) 95.36
Amostra 10 12.01 1.69 1.02 1.72 1.422 (145.00) 84.30

Tabela 5R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIA, Permlastic Controle

Permlastic Hemostop Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. À tração MPa.
Amostra 1 12.01 1.83 1.02 1.86 1.324 (135.00) 72.58
Amostra 2 12.02 1.86 1.01 1.87 1.373 (140.00) 74.86
Amostra 3 12.01 1.72 1.03 1.77 1.324 (135.00) 76.27
Amostra 4 9.61 1.67 0.99 1.65 1.079 (110.02) 66.67
Amostra 5 9.60 1.84 0.94 1.72 1.373 (140.00) 81.39
Amostra 6 12.02 1.60 1.01 1.61 1.373 (140.00) 86.95
Amostra 7 12.01 1.53 1.02 1.56 1.422 (145.00) 92.94
Amostra 8 9.61 1.78 1.02 1.81 0.981 (100.03) 55.26
Amostra 9 12.02 1.68 0.87 1.46 1.226 (125.01) 85.62
Amostra 10 12.01 1.76 0.98 1.72 1.471 (149.99) 87.20

Tabela 6R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIB, Permlastic Hemostop

Permlastic Afrin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist à tração MPa.
Amostra 1 9.60 1.77 1.01 1.78 1.079 (110.02) 61.80
Amostra 2 12.01 1.69 0.97 1.63 1.422 (145.00) 88.95
Amostra 3 12.01 1.63 1.04 1.69 1.275 (130.01) 76.92
Amostra 4 9.61 1.80 0.99 1.78 1.079 (110.02) 61.80
Amostra 5 9.60 1.58 0.99 1.56 1.079 (110.02) 70.52
Amostra 6 14.38 1.77 0.95 1.68 1.373 (140.00) 83.33
Amostra 7 9.60 1.92 0.95 1.83 1.373 (140.00) 76.50
Amostra 8 9.60 1.93 1.01 1.94 1.324 (135.00) 69.58
Amostra 9 14.43 1.88 0.96 1.80 1.471 (149.99) 83.32
Amostra 10 9.60 1.76 1.00 1.76 1.373 (140.00) 79.54

Tabela 7R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIC, Permlastic Afrin

Permlastic Vislin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 12.01 1.87 1.04 1.94 1.716 (174.97) 90.19
Amostra 2 14.43 1.94 0.92 1.78 1.716 (174.97) 98.29
Amostra 3 12.01 1.66 1.02 1.69 1.569 (159.99) 94.66
Amostra 4 9.60 1.82 0.99 1.80 1.716 (174.97) 97.20
Amostra 5 9.60 1.77 0.98 1.73 1.324 (135.00) 78.03
Amostra 6 9.60 1.67 1.00 1.67 1.520 (154.99) 92.80
Amostra 7 12.02 1.76 1.03 1.81 1.863 (189.96) 104.95
Amostra 8 7.19 1.44 0.93 1.33 1.079 (110.02) 82.72
Amostra 9 9.61 1.46 0.95 1.38 1.226 (125.01) 90.58
Amostra 10 9.60 1.78 0.88 1.56 1.422 (145.00) 92.94

Tabela 8R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IID, Permlastic Vislin

Impregum Controle Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.75 1.70 0.96 1.63 2.795 (285.00) 174.84
Amostra 2 7.19 1.76 0.90 1.58 2.942 (299.99) 189.86
Amostra 3 4.78 1.71 0.97 1.65 1.814 (184.97) 112.10
Amostra 4 4.79 1.69 0.97 1.63 1.716 (174.97) 107.34
Amostra 5 4.79 1.78 0.90 1.60 1.961 (199.96) 124.97
Amostra 6 4.78 1.95 0.85 1.65 2.109 (215.05) 130.33
Amostra 7 4.76 1.84 0.92 1.69 2.010 (204.95) 121.27
Amostra 8 9.57 1.85 0.96 1.77 3.383 (344.96) 194.89
Amostra 9 4.76 1.65 0.89 1.46 2.010 (204.95) 140.37
Amostra 10 4.79 1.72 0.92 1.58 1.961 (199.96) 126.55

Tabela 9R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIIA, Impregum Controle

Impregum Hemostop Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.78 1.83 0.97 1.77 1.667 (169.98) 96.03
Amostra 2 4.78 1.98 0.93 1.84 1.863 (189.96) 103.23
Amostra 3 4.79 1.89 1.00 1.89 1.520 (154.99) 82.00
Amostra 4 4.78 1.79 1.03 1.84 1.765 (179.97) 97.80
Amostra 5 4.79 1.85 0.93 1.72 1.618 (164.98) 95.91
Amostra 6 7.21 1.91 0.98 1.87 2.305 (235.03) 125.68
Amostra 7 4.76 2.04 1.04 2.12 1.961 (199.96) 94.32
Amostra 8 4.78 1.79 0.98 1.75 1.912 (194.96) 111.40
Amostra 9 4.78 1.78 0.99 1.76 1,814 (184.97) 105.09
Amostra 10 7.21 1.77 1.00 1.77 1.765 (179.97) 101.67

Tabela 10R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIIB, Impregum Hemostop

Impregum Afrin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.79 1.98 0.96 1.90 1.961 (199.96) 105,24
Amostra 2 2.38 1.75 1.00 1.75 1.618 (164.98) 94.27
Amostra 3 7.19 1.92 0.98 1.88 2.452 (250.03) 132.99
Amostra 4 4.76 1.66 1.01 1.67 1.716 (174.98) 104.77
Amostra 5 4.75 1.63 0.96 1.56 1.961 (199.96) 128.17
Amostra 6 4.79 1.69 0.91 1.53 1.520 (154.99) 101.30
Amostra 7 4.79 1.80 0.97 1.74 1.961 (199.96) 114.91
Amostra 8 4.79 1.60 0.95 1.52 1.912 (194.96) 128.26
Amostra 9 4.78 1.62 0.98 1.58 1.422 (145,00) 91.77
Amostra 10 4.79 1.78 0.95 1.69 1.716 (174.98) 103.53

Tabela 11R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIIC, Impregum Afrin

Impregum Vislin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.79 1.83 0.97 1.77 1.667 (169.98) 96.03
Amostra 2 7.20 2.01 1.03 2.07 1.618 (164.98) 79.70
Amostra 3 4.79 1.86 0.86 1.59 1.226 (125.01) 78.62
Amostra 4 4.79 1.95 0.94 1.83 1.912 (194.96) 106.53
Amostra 5 4.79 1.76 0.95 1.67 1.863 (189.96) 113.74
Amostra 6 4.78 1.74 0.97 1.68 2.059 (209.95) 124.97
Amostra 7 4.79 1.71 0.89 1.52 1.814 (184.97) 121.69
Amostra

 

8

9.61 2.07 1.18 2.44 2.991 (304.99) 124.99
Amostra 9 4.79 2.15 1.11 2.38 1.716 (174.97) 78.46
Amostra 10 4.82 1.85 1.23 2.27 1.961 (199.96) 88.08

Tabela 12R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IIID, Impregum Vislin

Aquasil Controle Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.78 1.96 1.00 1.96 5.884 (600,00) 306.12
Amostra 2 4.78 1.77 0.93 1.64 6.129 (624.97) 381.07
Amostra 3 4.78 1.92 0.93 1.78 6.424 (655.05) 368.00
Amostra 4 4.79 1.98 1.11 2.19 6.276 (639.97) 292.23
Amostra 5 4.79 1.83 1.05 1.92 5.688 (580.01) 302.08
Amostra 6 4.75 1.87 0.95 1.77 6.767 (690.64) 390.19
Amostra 7 4.79 1.62 0.88 1.42 5.149 (525.05) 369.75
Amostra 8 4.78 1.99 0.99 1.97 6.767 (690.02) 350.26
Amostra 9 4.78 1.89 0.90 1.70 4.805 (489.96) 288.21
Amostra 10 4.79 1.84 0.91 1.67 6276 (639.97) 383.21

Tabela 13R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVA, Aquasil Controle

Aquasil Hemostop Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra  1 4.78 2.08 0.94 1.95 5.492 (560,02) 287.18
Amostra 2 9.60 2.23 0.97 2.16 6.963 (710,02) 328.71
Amostra 3 4.78 2.04 0,97 1.97 3.187 (324.98) 164.96
Amostra 4 4.78 2.05 1.00 2.05 5.443 (555.03) 270.74
Amostra 5 4.78 1.73 1.05 1.81 5.345 (545.03) 301.12
Amostra 6 4.78 1.85 0.98 1.82 3.923 (400.02) 219.79
Amostra 7 2.38 1.92 1.00 1.92 3.334 (339.96) 177.06
Amostra 8 4.78 1.99 1.04 2.06 5.247 (535.04) 259.72
Amostra 9 4.79 2.05 0.99 2.02 6.473 (660.05) 326.75
Amostra 10 4.79 1.87 0.94 1.75 5.590 (570.02) 325.72

Tabela 14R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVB, Aquasil Hemostop

Aquasil Afrin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 2.395 1.66 1.00 1.66 3.432 (349.96) 210.81
Amostra 2 4.78 1.87 0.93 1.73 5.737 (585.01) 338.15
Amostra 3 4.75 1.82 0.90 1.63 5.590 (570.02) 349.70
Amostra 4 4.78 1.96 1.20 2.35 7.453 (759.98) 323.39
Amostra 5 4.78 1.97 0.84 1.65 6.080 (619.98) 375.74
Amostra 6 4.78 1.87 1.10 2.05 6.620 (675.05) 329.29
Amostra 7 4.78 2.19 1.24 2.71 7.159 (730.01) 269.37
Amostra 8 4.79 1.80 1.24 2.23 6.375 (650.06) 291.50
Amostra 9 4.78 1.88 1. 1.88 5.541 (565.01) 300.53
Amostra 10 2.39 1.81 1.02 1.84 3.089 (314.99) 171.19

Tabela 15R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVC, Aquasil Afrin

Aquasil Vislin Alongamento Largura Espessura L x E Força Máxima N ( Kgf) Resist. à tração MPa.
Amostra 1 4.78 1.85 0.96 1.77 6.620 (675.05) 381.38
Amostra 2 4.78 1.84 1.03 1.89 6.718 (685.04) 362.45
Amostra 3 4.78 1.82 0.97 1.76 6.178 (629,98) 357.94
Amostra 4 4.78 1.93 1.13 2.18 6.718 (685.04) 314.23
Amostra 5 4.78 1.77 0.93 1.64 3.678 (375.04) 228.68
Amostra 6 4.79 1.93 1.07 2.06 6.522 (665.05) 322.83
Amostra 7 4.79 2.03 1.19 2.41 6.473 (660.06) 273.88
Amostra 8 4.79 1.99 1.15 2.28 6.865 (700.03) 307.03
Amostra 9 4.78 2.03 1.09 2.21 5.737 (585.01) 264.71
Amostra 10 4.79 1.92 1.06 2.03 5.002 (510.06) 251.26

Tabela 16R. Valores obtidos para espécimes do Grupo IVD, Aquasil Vislin

Xantopren: No teste de resistência à tração este material não apresentou diferença estatisticamente significante entre os grupos, p=0,238, o teste utilizado foi Kruskal-Wallis. As médias obtidas foram de 67,59 MPa, desvio padrão 20,14 MPa., para o grupo controle, 83,88 MPa., desvio padrão 25,24 MPa., para grupo do Vislin, 75,55 MPa., desvio padrão 21,57 MPa., para o grupo do Afrin e 75,37 MPa., desvio padrão 25,24 MPa., para o grupo do Hemostop. Estas diferenças não foram suficientes para caracterizar estatisticamente um comportamento diferente entre as substâncias. Gráfico 1.

Na página seguinte podemos observar, na íntegra, os resultados obtidos pela utilização do software SigmaStat.


Análise de Variância One Way quarta-feira , 24 de agosto de 2005, 10:31:03,

Fonte de dados: Dados 1 em Caderno

Teste de normalidade: Falhou (P = <0.001)

Execução de teste finalizada através pedido do usuário, ANOVA on Ranks começados,

Kruskal-Wallis Análise de Variância One Way on Rsnks quarta-feira de Graus, 24 de agosto de 2005, 10:31:03,

Fonte de dados: Dados 1 em Caderno

Grupo                      N   Perdas

Xantopren Hemos   10       0

Xantopren contr     10       0

Xantopren Afrin     10       0

Xantopren Visli       10       0

Grupo                    Mediana     25%         75%

Xantopren Hemos  58.770       54.410    117.760

Xantopren contr    60.135        55.100     73.900

Xantopren Afrin    65.730        58.250    89.890

Xantopren Visli      75.795        63.160   104.970

H = 4.222 com 3 graus de liberdade.  (P = 0.238)

As diferenças nos valores na mediana entre os grupos de tratamento não são grandes o suficiente para excluir a possibilidade que a diferença é devido ao acaso o que prova a variabilidade; não há um diferença estatisticamente significante (P = 0.238)

Impregum: Os resultados de resistência à tração foram estatisticamente significantes, p<0,05 para os espécimes preparados em contato com estas substâncias de afastamento gengival quando comparadas com os espécimes utilizados como grupo de controle. Gráfico 2.

O Hemostop apresentou a menor média com 82,31 MPa de resistência a tração e desvio padrão de 40,31 MPa., valor significativamente menor do que à média observada no grupo controle que foi de 142,25 MPa. e desvio padrão de 32,24 MPa., sendo estatisticamente significante.

O Afrin uma substância com o Cloridrato de Oximetazolina como princípio ativo foi o grupo que apresentou média de 110,52 MPa. e desvio padrão de 14,76 MPa., mais próxima da média do grupo controle, no entanto foi estatisticamente afetado quando comparado com este grupo.

O Vislin, Cloridrato de Tretrahidrozolina, apresentou média de 101,28 MPa. e desvio padrão de 19,50 MPa., sendo estatisticamente significante em relação à média do Grupo controle.

Na página seguinte podemos observar, na íntegra, os resultados obtidos pela utilização do software SigmaStat.

Análise de Variância One Way terça-feira de, 30 de agosto de 2005, 10:47:42,

Fonte de dados: Dados 1 em Caderno

Teste de normalidade: Passou (P = 0.227)

Teste de Variância: Passou (P = 0.523)

grupo                       N     Perdas

Impreg Controle     10        0

Impreg Hemostop   10        0

Impreg Afrin          10        0

Impreg Vislin          10        0

Grupo                         Média       Desv P     SEM

Impreg Controle        142.252     32.246    10.197

Impreg Hemostop       82.313     40.316     12.749

Impreg Afrin             110.521     14.760      4.668

Impreg Vislin             101.281     19.506      6.168

Poder de teste executado com alfa = 0.050: 0.966

Fonte de Variação         DF   SS                MS              F               P

Entre Tratamentos        3     18797.542    6265.847    7.680       <0.001         Residual                       36     29372.161     815.893

Total                            39    48169.703

As diferenças nos valores médios entre os grupos de tratamento são maiores que seria esperado por casualidade; há uma diferença estatísticamente significante (P = <0.001).

Comparações múltiplas contra Grupo de Controle ( Método de Dunnett):

Comparações por fator:

Comparação                                         Diff das Méd   p           q’            P <0.05

Impreg vs de Controle. Impreg Afrin – 31.731            4.000    2.484     Sim

Impreg vs de Controle. Impreg Vislin – 40.971            3.000    3.207    Sim

Impreg vs de Controle. Impreg Hemostop -59.939     2.000    4.692    Sim

Permlastic: No teste de resistência à tração este material apresentou diferença estatisticamente significante entre os grupos, p<0,05, o teste utilizado foi Dunnett’s Methods de múltipla comparação com o grupo controle. As médias obtidas foram de 92.10 MPa, desvio padrão 8,13 MPa., para o grupo controle, 92.23 MPa., desvio padrão 7,66 MPa., para grupo do Vislin, 75.22 MPa., desvio padrão 9,17 MPa., para o grupo do Afrin e 77.97 MPa., desvio padrão 11,28 MPa., para o grupo do Hemostop. Estas médias foram estatisticamente significantes quando comparado os grupos do hemostop e o grupo do Afrin, o grupo confeccionado com a substância Vislin não apresentou diferença entre as médias. Gráfico 3.

Na página seguinte podemos observar, na íntegra, os resultados obtidos pela utilização do software SigmaStat.

Análise de Variância One Way segunda-feira , 12 de setembro de 2005, 09:44:26,

Fonte de dados: Dados 1 em Caderno

Teste de normalidade:       Passou (P = 0.755)

Teste de Discrepância igual:      Passou (P = 0.544)

grupo                           N                   Perda

Permlastic Cont           10                     0

Permlastic Afri           10                     0

Permlastic Hemo         10                     0

Permlastic Visl            10                     0

Grupo                     Média         Desv P              SEM

Permlastic Cont      92.101         8.131                2.571

Permlastic Afri       75.226        9.172               2.901

Permlastic Hemo     77.974       11.280               3.567

Permlastic Visl        92.236         7.666              2.424

Poder de teste executado com alfa = 0.050: 0.993

Fonte de Variação        DF         SS            MS            F              P

Entre Tratamentos       3          2461.631   820.544    9.761       <0.001

Residual                      36          3026.347  84.065

Some                          39           5487.977

As diferenças nos valores médios entre os grupos de tratamento são maiores que seria esperado por casualidade; há uma diferença estatísticamente significante (P = <0.001).

Comparações múltiplas contra Grupo de Controle (Método de Dunnett):

Comparações por fator:

Comparação                                    Diff de Meios   p         q’              P <0.05

Permlastic vs de Cont. Permlastic Visl     0.135       4.000  0.0329      Não

Permlastic vs de Cont. Permlastic Hemo  -14.127    3.000  3.445       Sim

Permlastic vs de Cont. Permlastic Afri    -16.875   2.000  4.115         Sim

Aquasil: Os testes de resistência à tração demonstraram que o único afetado foi o grupo confeccionado em contato com o Hemostop. A média deste grupo foi de 266,16 MPa., com desvio padrão de 60,71 MPa., sendo estatisticamente significante, p<0,05, em relação ao grupo de controle que apresentou média de 343,11 MPa. e desvio padrão 41,23 MPa.. Os grupos confeccionados em contato com Afrin, média de 295,96 MPa. e desvio padrão de 63,50 MPa., e grupo do Vislin, média de 306,43 MPa., e desvio padrão de 51,23 MPa., não apresentaram diferença estatisticamente significante quando comparados o grupo de controle. Gráfico 4.

Na página seguinte podemos observar, na íntegra, os resultados obtidos pela utilização do software SigmaStat.

Análise de Variância One Way quinta-feira, August 30, 2005, 10:46:35

Fonte de dados: Dados 1 em Caderno

Teste de normalidade:       Passou (P = 0.273)

Teste de Discrepância igual:      Passou (P = 0.825)

grupo                           N                   Perda

Aquasil Cont                  10                       0

Aquasil hem                   10                       0

Aquasil Afrin       10                       0

Aquasil Vislin                 10                       0

Grupo                     Média         Desv P              SEM

Aquasil Cont             343.112         41.231           13.039

Aquasil hem              266.165         60.719           19.201

Aquasil Afrin  295.967         63.650           20.128

Aquasil Vislin            306.439         51.238           16.203

Poder de teste executado com alfa =  0.050: 0.535

Fonte de Variação        DF         SS                MS              F              P

Entre Tratamentos      3               30270.545        10090.182     3.346    0.030

Residual                         36         108571.348       3015.871

Total                                39         138841.893

As diferenças nos valores médios entre os grupos de tratamento são maiores que seria esperado por casualidade; há uma diferença estatísticamente significante (P = 0.030).

Comparações múltiplas contra Grupo de Controle (Método de Dunnett):

Comparações por fator:

Comparação                                    Diff de Meios   p         q’              P <0.05

Aquasil Cont vs. Aquasil Vislin            -36.673                4.000  1.493             No

Aquasil Cont vs. Aquasil Afrin              -47.145                3.000  1.920             No

Aquasil Cont vs. Aquasil hem              -76.947                2.000  3.133             Yes

Os gráficos abaixo são representativos das médias dos resultados obtidos para o teste de Resistência à Tração:

Gráfico n° 1: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Xantopren.

Gráfico n° 2: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Impregum.

Gráfico n° 3: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Permlastic.

Gráfico n° 4: Gráfico das médias registradas para o teste de resistência à tração do material de moldagem Aquasil.

Resultados de Inibição da Polimerzação:

Os resultados de Inibição da Polimerização, para cada uma das quatro condições e quatro tipos de materiais de moldagem  estudados são apresentados nas tabelas 17 a 20. Os resultados foram submetidos ao teste estatístico não paramétrico Cochran Q Test. O software utilizado para a realização da estatística foi o Statistica.

Xantopren Controle Hemostop Afrin Vislin
Resutados positivo 0 30 0 0
Resultados negativo 40 10 40 40

Tabela 17R: resultados dos testes realizados para o Xantopren quando somados as avaliações do dois observadores.

Xantopren: O grupo do Hemostop apresentou diferença estatisticamente significante, sendo o único grupo que apresentou resultados positivos com inibição da polimerização em 30 vezes das 40 realizadas no teste.

Impregum Controle Hemostop Afrin Vislin
Resutados positivo 0 40 0 0
Resultados negativo 40 0 40 40

Tabela 18R: resultados dos testes realizados para o Impregum quando somados as avaliações do dois observadores.

Impregum: O grupo do Hemostop apresentou diferença estatisticamente significante, sendo o único grupo que apresentou resultados positivos com inibição da polimerização em todas as 40 vezes realizadas no teste.

Aquasil Controle Hemostop Afrin Vislin
Resutados positivo 0 0 0 0
Resultados negativo 40 40 40 40

Tabela 19R: resultados dos testes realizados para o Aquasil quando somados as avaliações do dois observadores.

Aquasil: O grupo do Aquasil não apresentou diferença estatisticamente significante, apresentando resultados negativos para a inibição da polimerização em todas as 40 vezes realizadas no teste.

Permlastic Controle Hemostop Afrin Vislin
Resutados positivo 0 0 0 0
Resultados negativo 40 40 40 40

Tabela 20R: resultados dos testes realizados para o Permlastic quando somados as avaliações do dois observadores.

Permlastic: O grupo do Permlastic não apresentou diferença estatisticamente significante, apresentando resultados negativos para a inibição da polimerização em todas as 40 vezes realizadas no teste.

Discussão

O uso de descongestionante nasal e colírio, como substâncias de afastamento gengival é uma possibilidade real sugerida por BOWLES; TARDY; VAHADI, em 1991. Estas aminas simpatomimeticas agem como alfa agonistas e apresentam ação vasoconstritora local com mínimos efeitos sistêmicos. Os resultados obtidos encorajam sua aplicação visto que apresentaram capacidade de afastamento gengival igual ou superior ao da norperinefrina, sem demonstrar alteração de pressão observada nesta substância(23). No entanto, não é conhecida a possível interferência provocada por estas substâncias nos materiais de moldagem mais utilizados.

O comportamento físico e químico dos materiais de moldagem quando polimerizados em contato com estas novas substâncias de afastamento gengival foram o objetivo principal avaliado pelos testes de microtração e inibição da polimerização realizados neste estudo. Os quatro materiais utilizados foram o Impregum da 3M ESPE®, um polieter, o Permlastic da Kerr®, uma mercaptana, o Xantopren da Kulzer®, uma silicona de condensação e o Aquasil da Dentsply®, uma silicona de adição. Estes materiais são utilizados para moldagens de precisão em trabalhos restauradores indiretos. A reprodução em modelo de gesso do dente preparado possibilita melhores condições de trabalho para que o técnico de laboratório confeccione a restauração indireta com maior qualidade. Estes materiais foram satisfatoriamente pesquisados quanto à qualidade de reprodução justificando a popularidade alcançada ao longo das últimas décadas. No entanto, apesar de sua qualidade amplamente testada estes materiais continuam dependentes da técnica utilizada para que o modelo final, principalmente ao nível do término gengival seja compatível com a reprodução desejada. O afastamento gengival com o objetivo de expor o término cervical assume importância fundamental devido às condições encontradas nesta região: presença de exudato no sulco gengival, presença da gengiva marginal recobrindo as margens delicadas do término cervical e a incapacidade dos materiais existentes de reproduzir adequadamente nestas condições exige que a técnica seja capaz de compensar as deficiências.

Dentro da técnica de dupla moldagem ou do reembasamento, muito utilizada para preparos parciais onde não é possível a utilização de casquetes de moldagem devido à presença de retenções naturais do remanescente dentário, a utilização do afastamento gengival assume importância capital para a reprodução adequada dos detalhes sutis e delicados observados nesta região.

As substâncias de afastamento gengival utilizadas até o momento são variadas e apresentam características diferentes entre si. As mais comumente encontradas são produtos a base de epinefrina, sulfato férrico, cloreto de alumínio, sulfato de alumínio, subsulfato férrico, etc… Estas substâncias químicas são utilizadas associadas a meios mecânicos, tais como os fios de afastamento gengival, que em conjunto condicionam o tecido gengival. Os estudos que avaliam estes materiais observaram várias características indesejáveis. BUCHANAN; THAYER(29), em 1982, relatam que a epinefrina pode ser responsável por efeitos colaterais cardiovasculares. BENSON et al(16), em 1986, relatam que o subsulfato férrico proporciona corrosão e injuria ao tecido gengival condicionado. Já o sulfato férrico apresenta resíduos de coagulação ou deposições que interferem na qualidade de reprodução de regiões mais delicadas. O fio de afastamento com cloreto de alumínio pode apresentar injurias de longo prazo ao tecido gengival e deve ser umedecido durante a remoção do interior do sulco gengival para evitar a laceração do tecido e o retorno do sangramento. O´MAHONY et al.(75), em 2000, observaram em estudo in vitro que o subsulfato férrico, o sulfato férrico e o cloreto de alumínio interferem na reprodução de detalhes das siliconas de adição, possivelmente devido à presença de súlfur que retarda e inibe a polimerização destas siliconas.

Estas condições indesejadas justificam a procura de novos materiais que possam se comportar satisfatoriamente e melhorar a precisão dos modelos obtidos através desta técnica.

A resistência à tração dos materiais elastoméricos é um tipo de teste físico recomendado pela ISO 37:1994 e foi utilizado por POLYZOIS, et al.(79), em 2000, para avaliar as propriedades físicas dos elastômeros estocados em contato com simulações de secreção da pele. Já a inibição da polimerização é um método de avaliação química do efeito das substâncias de afastamento gengival sobre a polimerização dos materiais de moldagem. É um método eficiente de avaliação dos efeitos de substâncias químicas que interferem no processo de polimerização dos materiais de moldagem e possui aceitação científica comprovada na literatura ( 32, 56, 63, 76).

Este trabalho, dessa forma, procurou avaliar o comportamento físico e químico dos materiais de moldagem quando polimerizados em contato com estas substâncias experimentais para uso no afastamento gengival.

Como era de se esperar devido as diferentes propriedades e composição química os quatro materiais se comportaram de forma variada e serão descritos separadamente evitando-se traçar paralelos entre os resultados obtidos por cada um, pois este não é o objetivo do trabalho.

Permlastic: Esta mercaptana produzida pela Kerr é um dos elastômeros que estão a mais tempo no mercado de materiais de moldagem. É um material de lenta polimerização na qual a reação continua mesmo após a polimerização clínica. Em virtude disto este material é relativamente lento para desenvolver a elasticidade. A polimerização é do tipo condensação produzindo como subproduto a água que após evaporar produz uma acentuada contração do molde. A contração que ocorre na moldeira se desenvolve em direção às paredes desta de tal forma que o modelo resultante é mais largo em diâmetro e mais curto em altura do que o dente preparado. Apesar da contração apresentada a mercaptana apresenta uma precisão aceitável clinicamente caso o molde seja vazado em um período de até 30 minutos após a moldagem(81). Os polisulfetos apresentam boas propriedades de escoamento, alta flexibilidade e resistência ao rasgamento e ainda são ligeiramente hidrofílicos dessa forma apresentam boa reprodução de detalhes na presença de umidade.

No teste de resistência à tração este material apresentou diferença estatisticamente significante entre os grupos, p<0,001, o teste utilizado foi o Dunnett’s Methods. As médias obtidas foram de 92,10 MPa, desvio padrão 8,13 MPa., para o grupo controle, 92,23 MPa., desvio padrão 7,66 MPa., para grupo do Vislin, 75,22 MPa., desvio padrão 9,17 MPa., para o grupo do Afrin e 77,97 MPa., desvio padrão 11,28 MPa., para o grupo do Hemostop. Estas diferenças foram suficientes para caracterizar estatisticamente um comportamento diferente entre as substâncias. O método utilizado de produção dos espécimes foi semelhante ao realizado para o Polieter e Silicona de Condesação e Adição. Tanto o Afrin quanto o Hemostop foram afetados nos testes de resistência à tração sendo considerados estatisticamente inferiores. Dessa forma os resultados mostram que este material de moldagem pode ser afetado tendo suas características físicas alteradas pelo contato com estas substâncias mesmo na presença de quantidades pequenas como as utilizadas no presente teste. Este fato recomenda muita cautela na utilização destas duas substâncias nos procedimentos de afastamento gengival, procurando eliminar o máximo possível à substância aplicada.

Nos testes de inibição da polimerização nenhum material afetou estatisticamente a polimerização do Permlastic. O método estatístico utilizado foi o Cochran Q Test, um teste não paramétrico. O teste não paramétrico foi utilizado, pois a metodologia proposta não procurou quantificar a quantidade de material não polimerizado e sim a presença ou não de material não polimerizado. De acordo com os resultados os espécimes produzidos não apresentavam resíduos de material não polimerizado conforme constatado por dois observadores experientes. Este resultado indica com segurança que nenhuma substância química afeta o processo de polimerização deste polissulfeto. Conforme relatado acima, na forma como foram desenvolvidos os testes, o material de moldagem entrou em contato com grande quantidade de substância de afastamento gengival. Nas condições clínicas isto não deve acontecer visto que a substância de afastamento gengival é eliminada na sua maioria

Com os resultados obtidos nos dois testes realizados pode se recomendar que a técnica de moldagem na qual se utiliza o afastamento gengival deve ser cercada de cuidados para evitar o contato, mesmo que residual, com estas duas substâncias de afastamento gengival, o Afrin e o Hemostop. Quanto ao Vislin os dois testes realizados não conseguiram comprovar qualquer alteração no comportamento do Permlastic tanto física quanto quimicamente, quando em contato com esta substância indicando a sua utilização nos procedimentos de moldagem. Mais estudos devem ser realizados para procurar um motivo para o fato do Afrin e o Hemostop afetarem fisicamente o comportamento do Permlastic sem no entanto, afetar a polimerização química deste material. Esta situação realça a necessidade de observar grande cautela durante os procedimentos de moldagem onde a substância de afastamento gengival utilizada for o Afrin e o Hemostop.

Impregum: este polieter é um material de moldagem de rápida polimerização que registra a superfície do dente preparado de forma precisa e acurada e tem boa recuperação elástica à deformação devido ao alto nível de ligações cruzadas na cadeia polimérica. A reação de polimerização é do tipo por adição e não forma subprodutos. Vários experimentos têm demonstrado que este polieter pode ser estocado por vários dias após a moldagem e manter a precisão dos detalhes reproduzidos sem alterações dimensionais significativas. No entanto, o molde pode absorver água durante o período de estocagem introduzindo alterações dimensionais significativas clinicamente. Este material apresenta baixa resistência ao rasgamento sendo considerado inadequado para moldagem de grandes regiões com pouca espessura(81). Provavelmente devido a estas características descritas acima este material apresentou diferenças mais significativas e evidentes quando manipulado em contato com o Hemostop, o Afrin e o Vislin. Os resultados de resistência à tração foram estatisticamente significantes, p<0,05 para os espécimes preparados em contato com estas substâncias de afastamento gengival quando comparadas com os espécimes utilizados como grupo de controle. Tabela 1.

O Hemostop apresentou a menor média com 82,31 MPa de resistência a tração, valor significativamente menor do que à média observada no grupo controle que foi de 142,25 MPa., sendo estatisticamente significante. O método de preparo dos espécimes deste grupo foi baseado em recomendações da literatura(16) que indicam a lavagem e secagem do campo após o período em que o material ficou em contato. Neste método o material de moldagem entra em contato com a menor quantidade de substância de afastamento gengival possível o que, no entanto, não foi suficiente para impedir alterações de comportamento significativas para a resistência à tração. Este procedimento foi tomado, pois durante o piloto foi observado que se o Impregum fosse manipulado após a remoção do Hemostop com jato de ar ocorria uma alteração muito significativa da polimerização do material como podemos ver na figura 7M (A,B e C). Os espécimes assim obtidos não apresentavam condições de serem submetidos aos testes de tração na máquina de testes universal Vitrodyne.

O Afrin uma substância com o Cloridrato de Oximetazolina como princípio ativo foi o grupo que apresentou média de 110,52 MPa., mais próxima da média do grupo controle, no entanto foi estatisticamente afetado quando comparado com este grupo.

O Vislin, Cloridrato de Tretrahidrozolina, apresentou média de 101,28 MPa., sendo estatisticamente significante em relação à média do Grupo controle.

Estes dois grupos tiveram seus espécimes confeccionados de forma diferente ao descrito para o Hemostop. Um ml de substância era depositado sobre a placa de vidro e a matriz. Decorrido o tempo de um minuto o material era parcialmente removido com jato de ar por 15 segundos. A seguir o Polieter era misturado e aplicado sobre a matriz. Dessa forma o material de moldagem mantinha contato com uma quantidade maior de substância (Afrin e Vislin) do que na técnica utilizada para confeccionar os espécimes do grupo do Hemostop.

Tanto o Afrin quanto o Vislin utilizam água como veículo em sua composição. O Impregum é sabidamente sensível ao contato com a água devido a sua capacidade de absorção deste líquido, o que pode explicar as alterações observadas para seu comportamento à resistência à tração. No entanto, o teste realizado não é capaz de separar a influência que cada componente exerce sobre o material de moldagem. Dessa forma é necessário mais pesquisas, possivelmente com os princípios ativos destas duas substâncias sem a utilização da água como veículo.

Para os testes de inibição química da polimerização pudemos observar que o Hemostop foi o único a afetar a polimerização do Impregum sendo estatisticamente significante quando comparado com o Grupo controle. Neste teste o Impregum foi misturado de acordo com as especificações do fabricante e depositado em uma matriz com orifícios circulares com dois milímetros de espessura. Estes orifícios receberam tratamento com as substâncias químicas utilizadas no teste anterior para serem comparadas com um grupo controle que não recebeu tratamento. O contato do material de moldagem foi maior, pois não houve a preocupação de remover os excessos de substância de afastamento gengival. O objetivo foi o de verificar se o material era afetado quimicamente durante a polimerização, e não em relação à quantidade de substância.

Tanto o Afrin quanto o Vislin não interferiram na polimerização do Impregum, possivelmente devido aos componentes das formulas dos dois produtos não interagirem quimicamente com os componentes deste polieter. Como relatada acima a quantidade de Afrin e Vislin utilizada neste experimento foi maior do que a utilizada no experimento anterior e muito superior à quantidade de substância que entraria em contato com o material de moldagem caso estes produtos fossem utilizados com agentes de afastamento gengival na técnica de dupla de moldagem. Dessa forma caso o material fosse utilizado como substância de afastamento gengival a quantidade remanescente do produto provavelmente não seria capaz de inibir a polimerização do material de moldagem.

A utilização de substâncias de afastamento gengival é uma necessidade da técnica, no entanto, como visto pelos testes não deixa de ser um componente de instabilidade a ser rigorosamente controlado. O polieter dessa forma apresenta incompatibilidades com as três substâncias analisadas, pois fisicamente elas alteram seu comportamento. Mesmo em quantidades pequenas como as utilizadas nos testes elas podem comprometer a integridade dos moldes obtidos. Uma vez obtido os efeitos de afastamento gengival as substâncias deveriam ser totalmente removidas seja com jatos de ar, para o caso do Afrin e Vislin ou sprays de ar/água para o caso do hemostop.

Xantopren: Este material produzido pela Kulzer é uma silicona de condensação também conhecida como silicona do Tipo 1. Durante o processo de polimerização produz etanol como subproduto. Como o etanol é volátil e evapora, este material apresenta contração considerável clinicamente se armazenado depois de obtido o molde, devendo ser vazado com gesso imediatamente(81).

É um material que apresenta boa qualidade de reprodução de detalhes e excelentes propriedades elásticas devido ao alto grau de ligações cruzadas. No entanto, apresenta baixa resistência ao rasgamento.

No teste de resistência à tração este material não apresentou diferença estatisticamente significante entre os grupos, p=0,238, o teste utilizado foi Kruskal-Wallis. As médias obtidas foram de 67,59 MPa, desvio padrão 20,14 MPa., para o grupo controle, 83,88 MPa., desvio padrão 25,24 MPa., para grupo do Vislin, 75,55 MPa., desvio padrão 21,57 MPa., para o grupo do Afrin e 75,37 MPa., desvio padrão 25,24 MPa., para o grupo do Hemostop. Estas diferenças não foram suficientes para caracterizar estatisticamente um comportamento diferente entre as substâncias. O método utilizado de produção dos espécimes foi semelhante ao realizado para o Polieter. Dessa forma o Hemostop foi lavado antes que o material fosse aplicado sobre a matriz. O Afrin e o Vislin receberam um leve jato de ar e mantiveram um contato maior com o material durante o processo de polimerização. Esta diferença de procedimentos não influenciou no comportamento físico do material em relação aos espécimes obtidos sem contato com estas substâncias.

Para os testes de inibição da polimerização o Xantopren demonstrou ser estatisticamente afetado pelo Hemostop, p<0,00. O que não aconteceu quando o material era produzido em contato com o Vislin e o Afrin. Estas duas substâncias não afetaram quimicamente a polimerização do Xantopren. Durante a polimerização o material manteve contato com grande quantidade de substância de afastamento gengival, uma gota para um espécime com 0,9 centímetro de diâmetro e espessura de 2 mm, o que pode explicar o fato de inibição química observada para o grupo do Hemostop. Esta alteração aumenta a importância da eliminação deste cloreto de alumínio do sulco gengival após o afastamento gengival. Esta remoção deve ser criteriosa visto que o material apresenta maior viscosidade que as outras duas substâncias e maior dificuldade de remoção. Um jato de ar/água pode ser suficiente, pois diante deste procedimento o material não apresentou alteração física significante, como observado no teste de tração. O fato do Afrin e Vislin não demonstrarem alterações físicas ou químicas indica um comportamento favorável das duas substâncias em relação aos pontos estudados indicando a sua utilização. Logicamente outros pontos devem ser avaliados, tais como, a fidelidade de reprodução de detalhes, a quantidade de afastamento obtido em humanos, etc. para que sua indicação como parte da técnica de moldagem seja segura.

Aquasil: Este material, produzido pela Dentsply é classificado como um silicona do Tipo 2, ou uma silicona de adição. Este material é considerado o mais preciso e dimensionalmente mais estável de todos os elastômeros existentes comercialmente. Eles possuem excelente recuperação elástica, podem ser estocados por longos períodos sem perda de fidelidade e possuem uma resistência moderada ao rasgamento. Alguns polivinil siloxanos como também são conhecidos liberam hidrogênio que pode provocar a formação de bolhas nos modelos obtidos durante este processo. Alguns fabricantes solucionaram este problema adicionando paladium um receptor de hidrogênio na sua composição(35, 81). O fabricante do Aquasil alega ainda ter incorporado alterações na composição do material com o objetivo de evitar que o contato com o cloreto de alumínio presente no hemostop interfira com a qualidade deste material(comunicação DENTSPLY).

Os testes de resistência à tração demonstraram que o único afetado foi o grupo confeccionado em contato com o Hemostop. A média deste grupo foi de 266,16 MPa., com desvio padrão de 60,71 MPa., sendo estatisticamente significante, p<0,05, em relação ao grupo de controle que apresentou média de 343,11 MPa. e desvio padrão 41,23 MPa.. Os grupos confeccionados em contato com Afrin, média de 295,96 MPa. e desvio padrão de 63,50 MPa., e grupo do Vislin, média de 306,43 MPa., e desvio padrão de 51,23 MPa., não apresentaram diferença estatisticamente significante quando comparados o grupo de controle. Estes resultados foram obtidos mesmo após a eliminação parcial do líquido depositado sobre a matriz principalmente no caso do grupo confeccionado com o Hemostop, onde a matriz e a placa de vidro foram lavadas e secas com spray de ar/água.

A composição do Hemostop não afeta necessariamente o processo de polimerização como podemos observar pelos resultados obtidos no teste de inibição de polimerização que mostraram resultados negativos. O mesmo podemos observar em relação às duas substâncias experimentais que apresentaram bom comportamento com testes negativos de inibição da polimerização. O Aquasil foi manipulado em contato com grande quantidade de substância (1ml.) para todos grupos, se utilizados clinicamente o material de moldagem não entraria em contato com quantidade semelhante visto que seria parcialmente eliminada com jatos de ar previamente a moldagem. Estes resultados encorajam a avaliação destas substâncias de afastamento gengival quanto ao comportamento físico e químico do material de moldagem.

Conclusões

Após o tratamento estatístico dos resultados obtidos, nas condições observadas para os dois testes experimentais, resistência à tração e inibição da polimerização utilizados no presente trabalho, foi possível concluir, tanto física quanto quimicamente, que:

1 – O Permlastic apresentou resultados inferiores de resistência à tração quando manipulados em contato tanto com o Afrin quanto em contato com o Hemostop;

2 – Quanto à inibição química de polimerização nenhuma substância afetou o Permlastic;

s;

3 – O Impregum foi afetado fisicamente nos testes de tração, apresentando resultados inferiores para as três substâncias de afastamento gengival estudadas;

4 – No teste de inibição da polimerização o Impregum foi afetado somente pelo Hemostop;

5 – O Xantopren não foi afetado pelos testes de resistência à tração por nenhuma das substâncias estudadas;

6 – O Aquasil foi afetado durante o teste de tração quando manipulado em contato com o Hemostop;

7 – As duas substâncias experimentais, o Cloridrato de Oximetazolina (Afrin) e o Cloridrato de Tetrahidrozolina (Vislin), não afetaram quimicamente o Aquasil e o Xantopren conforme observado pelos resultados obtido

8 – O Vislin pode ser utilizado como substância de afastamento gengival quando analisado as condições físicas e químicas estudadas no presente estudo.

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